O que é efêmero, permanece. Assim creio.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
"A ÚNICA RIQUEZA É VER"
O que é efêmero, permanece. Assim creio.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
AMAR
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
PALIMPSESTO
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
FÉRIAS!
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
FOCO
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Lake Hawea, Nova Zelândia, por Marcelo Pereira de Carvalho |
terça-feira, 6 de julho de 2010
UNPLUGGED
Arrumando as malas para viajar para as montanhas de Minas com minha filha e minha mãe, separei livro, notebook, internet portátil. Mas na hora de fechar as malas, deixei tudo isso de lado. Eu precisava de um tempo assim, de olhar para dentro de mim e para fora, para a vida real. Dias inteiros de olhos nos olhos e não nas letras, sem refúgios escapistas. E lá fomos nós, logo após a derrota do Brasil para a Holanda.
Voltei pra casa para enfrentar uma segunda-feira difícil, fortalecida pela minha pequena gourmet, que não se cansa de me mostrar que a vida é para ser saboreada. Com calma.
segunda-feira, 1 de março de 2010
LIBERDADE
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
PARATY
Eu, ela e meu pai.
Levei minha menina para conhecer a cidade que mais me encanta. Paraty. Gosto tanto, que tenho ciúmes do sucesso ("hype" - detesto essa palavra) que a cidade anda fazendo....Escolhi um final de semana espremido entre um Festival e um feriado, mas ainda assim, a cidade estava cheia e em obras, Mas linda como sempre.
Minha lembrança mais antiga de infância é de Paraty. Lembro-me que dormia e que a água invadiu a barraca onde estávamos. Alguém me acordou, me pegou no colo. Havia a luz da lua e de risos. Contaram-me que quando isso aconteceu, eu tinha apenas um ano de idade.
Paraty me encanta porque é bela nos detalhes. É tanta beleza por todos os lados, que arrebata. Conversei muito com minha menina, aproveitando-me das belas metáforas que a cidade oferece. Falei a ela do Caminho do Ouro, expliquei o que é uma baía (a mais bela baía do mundo!), contei sobre Amyr Klink, falei sobre âncoras e velas... Até o calçamento pé-de-moleque da cidade foi um ensinamento, porque a melhor forma de caminhar sobre ele, é pelo meio - fugir dos extremos. Além do quê, ele nos obriga a caminhar com calma, e quem anda devagar, vê a beleza do caminho.
Gostei muito de reencontrar uma querida amiga, que reconstruiu a vida com muito sucesso em Paraty. Mulher guerreira, decidida. As amizades verdadeiras não se alteram com o tempo, e conversamos acompanhadas por um bom vinho enquanto minha menina se deliciava com o melhor sorvete do mundo. E antes de dormir, ela me olhou com os olhos brilhantes e falou: "este é o dia mais feliz da minha vida!".
Já havíamos estado em Paraty, eu e minha filha, mas ela não se lembrava. Essa reapresentação das duas - a cidade e a menina - e ainda junto com meu pai, foi também, para mim, um marco. O início de uma nova etapa. Permanecerão agora no passado, como lembranças, coisas findas que eu estava trazendo comigo. Aquilo que foi bonito, ficará, como Paraty, como um lugar a ser ser visitado. Talvez eu more lá um dia. Mas hoje, devo retornar e arrumar a minha casa.
Eu amo o mar. Essa ligação com o mar, minha menininha também tem. Saímos para passear de barco e quando olhei, ela estava com os braços e boca abertos para o vento. Disse-me:
- "mãe, estou comendo esse gosto de mar!"
É assim que quero ir de encontro à vida. De braços abertos, com todos os sentidos despertos, pronta para devorar a felicidade.
Para saber mais:
http://www.paraty.com.br/
http://viajeaqui.abril.com.br/indices/edicoes/conteudo_239811.shtml
http://www.viajenaviagem.com/2007/06/paraty-por-christopher-hitchens
domingo, 9 de agosto de 2009
AUSÊNCIA
" People can love each other without seeing each other, can't they? (...)" ou "As pessoas podem amar sem se ver, não é?(...)"
Deixando de lado o livro e o filme (recomendo ambos), ando às voltas com esta questão. Sim, é possível amar sem ver, mas de pertinho é bem melhor! As pequenas alegrias do convívio diário trazem aos relacionamentos uma cumplicidade que a distância não permite. Gostaria que meus amores estivessem todos perto o batante para que um telefonema fosse o suficiente para alcançar e chegar. Quem se ama, queremos ao alcance dos olhos, da mão, de todos os cinco sentidos, enfim! E a saudade? Ah, como dói a saudade!
Desta vez foram duas semanas. Longe da minha menina. Nos falamos todos os dias pelo telefone. Eu a vi pela webcam e não pude arrumar seu cabelinho desalinhado. Algumas vezes, ela chorou (e eu também).
Sua vozinha me contava coisas que eu não vivi ao lado dela e foi uma delícia escutar a sua versão dos fatos mais importantes do cotidiano. Não sei qual foi o noticiário local nesses dias, mas soube quais foram as brincadeiras mais divertidas, os amigos que apareceram em casa e como a gatinha e a cachorra passaram seus dias. Também soube que ela foi dormir com meu pai e gostou do sabor da pasta de dentes.
A ela também não contei dos lugares em que estive, do filme a que assisti, dos dias de sol iluminando lugares lindos. Não contei da lua cheia brilhando sobre o mar. Mas contei, a cada dia, um detalhe da surpresa que ela iria ganhar quando eu chegasse. Brincamos de adivinhar, fizemos cócegas uma na outra à distância e contamos "1, 2, 3 e já!" para desligarmos juntas o telefone.
Fui feliz nesses dias, apesar da falta que ela me fez. E já sinto saudades do que agora está longe.
O vazio tem ocupado muito espaço em minha vida ultimamente.
sábado, 6 de dezembro de 2008
Farol
Aqui e ali, vê-se a terra ferida. Placas na estrada exibem nomes que evocam a recente tragédia das chuvas.
A viagem é longa, mais que o normal. E aos poucos, minha menina e eu vamos nos aproximando de nossa nova vida.
Estão sendo dias que para ela parecem férias. Mas de vez em quando vejo uma sombra em seu olhar. Ela ainda está confusa e no telefone pede para o pai vir visitá-la no "dia da família", como chamávamos os finais de semana.
Eu e ela tentamos nos adaptar a uma nova rotina, tão diferente. Eu quero manter nossos hábitos e mostrar a ela que os nossos princípios devem ser válidos em qualquer lugar e situação. Não esta sendo fácil, porém.
Na noite estrelada, porém escura, é o rosto sereno da minha menina de cachos que ilumina o meu caminho.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
De crianças e andorinhas
Cresci espalhando meus galhos em muitas direções, cada vez mais alto. Mas entre viagens e mudanças de endereço, lancei minhas raízes cada vez mais fundo na cidade do meu coração.
Eu e minha menina ficamos dez dias por lá. Ela absolutamente feliz por não ser mais ilha, por estar rodeada de tantas crianças, bichos, avós, tios, tias... Alegria sem tamanho!
Foi aniversário de 15 anos da minha sobrinha linda. Ela foi minha primeira filha, a criança que me ensinou o amor acima de todas as coisas. Eu me perguntei algumas vezes se seria capaz de amar outra criança tanto quanto ela. E aprendi que o amor se multiplica.
Lá estava sol e calor. Minha filha nadou muito, até aprendeu com o Tio João a "nadar" sem bóia. Uma graça a coragem dela, tão destemida, tentando de novo mesmo quando afundava. Em uma noite quente e perfumada, sentada no meu colo, ela viu vagalumes pela primeira vez.
Tivemos ainda a sorte de participar da celebração dos 30 anos de casamento de meus tios, que aconteceu no lugar mais mágico que conheço. Minha menina neste dia dormiu lá, "sem mãe e sem pai", e se divertiu muito! Ficamos as duas orgulhosas, porque ela não chorou, ao contrário!
E no sábado pude fazer com ela e com as gêmeas o passeio que fazíamos quando morávamos por lá. Ela pediu porque não se lembra mais... Dois anos só!
Fomos à praça, comemos pipoca e paçoca de pilão (íncomparável), ao Mercado Municipal, à Estação Ferroviária... E eu e minha mãe vimos o velho pelos olhos dos novos. E tudo ficou ainda mais lindo!
Na chegada e no dia anterior à volta, ficamos na casa do Vovô. Outra realidade, cidade grande, apartamento pequeno. E ela mais uma vez apreciou a experiência e fez muita bagunça com o meu pai!
Agora, estamos de novo na Ilha. E para mim ficou a imagem das andorinhas que entravam e saíam do teto da casa, tão parecidas com as crianças que estavam ali, em sua algazarra, liberdade e beleza.
Para saber mais:
http://www.agostinhodapacoca.com/
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Home is where your heart is
Esta semana atualizarei o blog!
Solar
Milton Nascimento
Venho do sol
a vida inteira no sol
sou filho da terra do sol
hoje escuro
o meu futuro é luz e calor
De um novo mundo eu sou
e o mundo novo será mais claro
mas é no velho que eu procuro
o jeito mais sábio de usar
a força que o sol me dá
Canto o que eu quero viver
é o sol
somos crianças ao sol
a aprender a viver e sonhar
e o sonho é belo
pois tudo ainda faremos
nada está no lugar
tudo está por pensar
tudo está por criar
Saí de casa para ver outro mundo, conheci
fiz mil amigos na cidade de lá
amigo é o melhor lugar
mas me lembrei do nosso inverno azul
Eu quero é viver o sol
é triste ter pouco sol
é triste não ter o azul todo dia
a nos alegrar
nossa energia solar
irá nos iluminaro caminho.
domingo, 21 de setembro de 2008
Viagem de trem - 2
Atrás de mim, um homem filma tudo. Aliás, filmou sem parar a viagem inteira. Infelizmente, acho que ninguém irá aguentar ver o filme todo, longuíssimo...Chato!
Minha menina pula de banco em banco, ora conosco, ora com a teacher, ora com os amigos... Um conjunto regional entra e toca algumas músicas. Mas logo o balanço suave e o barulhinho ritmado começam a fazer efeito. Ela, que dorme no carro em qualquer passeio que dure mais que alguns minutos, começa a se encostar, os olhinhos lutam para ficarem abertos. Ela fala:
- Quanto mato, né, mamae?
E dorme.
Realmente, pela janela passam lindas paisagens verdes, meio encobertas pela neblina. Nem parece final de setembro! Está um dia típico de inverno e ao passarmos lentamente pela cidadezinha no mais alto da serra, parece que o trem nos levou para o passado, em outro país... Tudo está envolvido pela névoa branca, não há carros nas ruas e as poucas pessoas que passam estão com pesadas roupas de inverno. Enquanto o trem passa apitando, todas acenam e sorriem. Das casas, saem crianças com bochechas rosadas de frio, que pulam dando tchau!
O trem deixa a cidade e continua sua viagem por entre a natureza. Passamos por pontes e túneis.
Minha menina dorme...
Perto do meio-dia, chegamos à nossa parada para o almoço. Meio desorientada, minha filha acorda, olha em volta, sorri...
Viagem de trem - 1
- Não, querida, de trem!
- Ah....
Ponta de Areia

Ponta de areia ponto final
Da Bahia-Minas estrada natural
Que ligava Minas ao porto do mar
Caminho de ferro mandaram arrancar
Velho maquinista com seu boné
Lembra do povo alegre que vinha cortejar
Maria fumaça não canta mais
Para moças flores janelas e quintais
Na praça vazia um grito um oi
Casas esquecidas viúvas nos portais