"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

LIÇÃO DE CASA

A professora me falou que há dias em que minha menina não quer fazer nada na escola, fica distraída, não acompanha a turma. Não é sempre, mas me preocupa. Hoje, em uma conversa, pedi para que ela me prometesse que não ia mais acontecer:

- Mãe, não vou prometer isso. Não sei se vou cumprir. E você me ensinou que a gente só promete aquilo que sabe que vai fazer.

Não sei não... Mas acho que as lições mais importantes, ela está aprendendo direitinho.


(update: ela acaba de escrever a primeira frase sem ajuda, agora, às 20h40 do dia 16/04/2010: "Ana eu te amo de paixão". Adivinhem se chorei?...)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CARNAVAL

Eu gostava muito de carnaval quando criança, especialmente porque saíamos de São Paulo para a casa dos meus avós. Gostava das fantasias e especialmente do ritual de fantasiar-se, de como minha mãe cuidava de mim e de minha irmã, nos maquiava. Mas no salão do clube eu ficava sempre um tanto tímida, eu gostava de dançar, de brincar, porém não de me exibir.

Minha menina é tão diferente de mim! Este ano ela aproveitou o carnaval como nunca! Minha família reuniu-se em uma chácara na zona rural da cidade, que ela adora. Mas ela pediu para ficar e ir brincar o carnaval. E como ela se divertiu! Fez amigos, dançou, jogou confetes. E me surpreendeu logo no primeiro dia, quando viu a banda tocando e pediu pra subir no palco. Eu, meio descrente, disse:

- Se tiver como, pode ir.

E não é que ela descobriu como subir, e foi? Dançou lá em cima sozinha, depois com várias adolescentes, mas só ela de criança. E nos outros 2 dias de carnaval, fez a mesma coisa, subiu ao palco para pular sozinha com os músicos. Na terça-feira, finalmente, várias outras crianças se animaram e subiram também, e ela ficou toda contente.

Achei tão bonita essa auto-confiança dela. Espero que seja sempre assim, que ela acredite que pode fazer, e mais ainda, que pode se mostrar como é na frente de outras pessoas, porque será aprovada. E olha que, pra ser sincera, ela não leva o menor jeito pro samba...

Esse carnaval dediquei quase exclusivamente a ela, tivemos muitos momentos juntas, muitas conversas só de nós duas. Paradoxalmente é triste não ter com quem dividir esses momentos. É uma delícia observar o quanto ela cresceu, como aprendeu tanto e me ensina mais ainda. Fantasiada, maquiada ou de máscara, ela é sempre a mesma, preserva sua essência e age com verdade e espontaneidade. Esse carnaval me mostrou, através da alegria de minha menina, que as máscaras que devemos temer são as que se ocultam e não, as que se mostram.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

MÁSCARAS

Olhando a foto de minha filha e seus colegas de classe, o que me encanta são as diferenças. Cabelos de todas as cores e tipos. Diferentes tons de pele e de formas de corpo. Cada criança diferente da outra, reconhecível em sua individualidade. Por que crescemos e queremos nos tornar iguais? Os esterótipos de beleza são vazios porque lhes falta o encanto do único.

Em casa, são três crianças quase da mesma idade. Todas lindas. Uma, loira de olhos azuis. Rosada e lânguida. Outra (gêmea dessa!), tem os cabelos e olhos pretos, a estrutura sólida. Minha menina tem os cabelos e olhos castanhos e é atlética e cheia de energia. Todas são e se reconhecem lindas. No entanto, já começam a perceber a uniformidade entediante do mundo dos adultos, a pressão pelo ser igual através do consumo. Minha atenção é toda no sentido de evitar que minha filha linda e única cresça buscando padrões impostos por quem não sabe nada daquilo que a faz especial.

Mas não quero proteger minha criança somente da máscara exterior dos padrões de beleza. Quero que ela cresça segura de suas opiniões, de seus valores, e aprenda a se mostrar ao mundo de cara limpa. Saiba se expressar com verdade e ter orgulho de quem é e de seu caminho. E mais ainda, aprenda a reconhecer e descartar as máscaras alheias.

(Esse post foi inspirado pelo texto abaixo, escrito por um homem muito talentoso, verdadeiro e especial naquilo que tem de único:

Nunca gostei e sempre tive medo de palhaço e de Papai Noel. Mais tarde, descobri que sentia o mesmo em relação a Carnaval. No período cruel da afirmação, da ditadura da adolescência, sofri o desconforto dos estereótipos. Hoje, aliviado, vejo que tinha razão: na verdade, não gosto mesmo é de máscaras, menos ainda, de quem se esconde por trás delas! )

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Presentes, princípios e valores

Estou tendo problemas com o presente que demos à minha menina do Dia da Criança. O brinquedo não funciona como deve. Pior que não é defeito apenas do que compramos, é um erro de projeto, mesmo.

Desde domingo passado este presente tem sido motivo de desencanto para ela. É uma situação bastante delicada, pois envolve também os princípios e atitudes que ensinamos. Não mentir, cumprir o que promete, fazer sempre o melhor possível, não magoar os outros... Tudo isto está sendo questionado pela minha filha em relação ao ocorrido. Quando ela finalmente entendeu que o brinquedo não funciona como no comercial da TV e NUNCA irá funcionar, a tristeza e decepção foram sem tamanho...
Eu não compro brinquedos de camelô. Não compro DVDs piratas. Dou preferências à empresas que tenham políticas sociais e ambientais. O brinquedo em questão tem selo do INMETRO e a empresa é reconhecida pela Fundação Abrinq. Mas quem trabalha com crianças, trabalha com mais que qualidade. Trabalha com sonhos. Os cuidados devem ser muitos maiores!
Como este é um blog anônimo, não acho ético revelar aqui o nome da empresa e do brinquedo. Estou há quase 10 dias em negociações com a empresa para chegar a uma solução. Recebi algumas propostas ridículas. Mas acho que o caso se encaminha para a solução que acho correta: devolução do dinheiro (e do brinquedo). Graças, principalmente, à intervenção da ABRINQ, a quem denunciei o ocorrido. Também fiz denúncia ao CONAR, já que o que é anunciado não corresponde à verdade.
Minha menina chegou a dizer que "não é certo enganar as crianças". Não é mesmo.
Você tem razão mais uma vez, filha.
***
Agora vou contar um caso inverso. Um caso de respeito ao consumidor e preocupação com o público infantil. Neste caso, faço questão de contar o nome da empresa: O BOTICÁRIO
Anos atrás, eu passava no rostinho da minha menina, que ainda tinha cachos, o bloqueador solar infantil da marca. Por descuido meu, acabei deixando um pouco do produto entrar no olhinho dela.
Lavei bastante com água e soro fisiológico, mas como o olho continuava bastante irritado, liguei para o número do SAC para perguntar se havia alguma outra providência recomendada. Liguei sem maiores pretensões.
Recebi O MELHOR ATENDIMENTO DO MUNDO. A pessoa que me atendeu tinha total autonomia. Ela mesmo resolveu o problema rapidamente e acompanhou o caso até o fim.
A empresa fez questão que eu levasse minha filha ao oculista. Pagaram todas as despesas com remédios (colírio). A funcionária que me atendeu ligou durante uma semana para saber como minha criança estava. E ainda se ofereceram para analisar o produto ou trocá-lo.
Depois de 15 dias, recebi uma carta com todas as informações do atendimento. Uma carta pessoal, e não padronizada.
Veja bem, tudo aconteceu por um descuido MEU. E nem foi nada grave. Mas O Boticário demonstrou que o respeito ao consumidor realmente é um valor importante para a marca.
E ganhou ao menos duas consumidoras fiéis pelo resto da vida.
RECOMENDO MUITO:
Para denunciar:

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