"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
Mostrando postagens com marcador lar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MAIS DO MESMO

A cidade onde moro é cortada por um rio. Todos os dias, para ir e voltar do trabalho, atravesso uma ponte sobre ele. É um rio de águas escuras, barrentas. Ainda assim, dia a dia me encanto com seus pássaros, suas margens, as mudanças causadas pela luz do sol. 
Ao por do sol, ele é sempre belo. Não resisto: faço, ao celular, fotos quase diárias do rio que imita o céu. As fotos, confesso, são ruins e pouco diferem entre si. Que me importa? Esse ritual tolo revela muito de mim. Aquilo que me encanta é belo, e nunca me cansa. Provoca sempre a sensação de primeira vez. Arrebata-me! Encontro sempre o novo no que amo, e desafia-me que seja sempre igual e nunca o mesmo.

Gosto de descobrir o desconhecido que já conheço.


terça-feira, 6 de julho de 2010

UNPLUGGED


Arrumando as malas para viajar para as montanhas de Minas com minha filha e minha mãe, separei livro, notebook, internet portátil. Mas na hora de fechar as malas, deixei tudo isso de lado. Eu precisava de um tempo assim, de olhar para dentro de mim e para fora, para a vida real. Dias inteiros de olhos nos olhos e não nas letras, sem refúgios escapistas. E lá fomos nós, logo após a derrota do Brasil para a Holanda.
Foram 3 dias maravilhosos em Gonçalves/MG. Dias de ser mãe e de ser filha. Em uma cidadezinha  de morros e cercada de montanhas, bem como gosto. Mais importante, estivemos rodeadas de novos amigos. Fomos a um casamento único, daqueles de dar lágrimas nos olhos. Ainda mais especial porque a celebrante foi a minha mãe, escolhida pelos noivos, encantadora em suas palavras. E tudo estava lindo, pensado e feito com carinho. Eu há tempos queria conhecer o Kitanda Brasil, um restaurante que tem a alma da sua dona e os sabores da terra cultivada com amor. Eu, como sempre, logo comecei a fotografar tudo, desde os preparativos e... Minha máquina fotográfica pifou. Mistério das Minas Gerais...Muita energia, talvez... Ainda tentei usar o celular, mas não é que a bateria acabou após algumas fotos? Foi mesmo uma viagem para ficar eternizada lá onde ficam as coisas boas, na lembrança, e não escondida na memória do computador.
Minha menina foi um encanto. Ela cada vez me surpreende mais com sua sabedoria. Pensei tolamente que seria uma ótima oportunidade para conversar com ela sobre diferenças, já que havia muita coisa inusitada, pessoas diferentes. Porém, é ela quem sempre me ensina que somos todos iguais. Ela sequer estranhou o cardápio. Ao contrário, enquanto algumas crianças escapavam da festa para comer PF na praça, ela me pediu pra voltar para almoçar o menu degustação no dia seguinte. E lá fomos nós, cometer a quase heresia de comer com pressa o que é feito para ser apreciado devagar... Contudo, inesquecível. O Kitanda já está entre meus lugares preferidos de todo o mundo.

Voltei pra casa para enfrentar uma segunda-feira difícil, fortalecida pela minha pequena gourmet, que não se cansa de me mostrar que a vida é para ser saboreada. Com calma.



Reparou que tudo esse coador individual? Coisas do Kitanda...

domingo, 6 de junho de 2010

MUDANÇAS


(Hoje é um lindo dia de outono azul, e enquanto escrevo, a vejo brincando com um raio de sol. É tanta luz e calor, que desconfio iluminar o mundo inteiro...)

Minha menina agora é a única criança da casa. Pensei que seria uma transição difícil, mas tem sido ótima. É um alento observar que ela não teme mudanças, pois já teve tantas, em tão curto espaço. Sabe aproveitar as vantagens de cada situação.

Minha filha tem um temperamento equilibrado, que lhe permite aproveitar companhia e também, solidão. Fico feliz ao ver que, sozinha, ela não opta pela passividade da TV. Ao contrário, inventa mil brincadeiras e vozes com seus brinquedos ou com objetos da casa. Eu, de mansinho, meio escondida, admiro a construção do seu  mundo.

E tão pequena ainda, sabe ser generosa com seu amor, porque sabe se amar.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

TREINO


Ela veio e disse:
- Mãe, eu já nadei bastante com bóia para treinar. Se eu tirar eu consigo nadar sozinha.

Eu, meio com medo, vigiando de perto, deixei. E não é que ela foi? Nadou sozinha, engoliu água, mas não desistiu. Desde aquela tarde, ela não colocou mais as bóias (e eu não consegui mais fechar os olhos para tomar sol...)

Eu também sou uma bóia na vida dela. Sei que chegará o dia em que ela irá mergulhar sozinha e nadar em seus próprios mares.

E então, eu serei o seu porto.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Tão longe, tão perto

Faz bem pouco tempo, eu sabia exatamente quantas horas eu havia passado longe da minha filha em seus quase cinco anos de vida.
Faz bem pouco tempo, eu havia dormido longe dela apenas uma vez. Faz bem pouco tempo, eu sabia o que havia acontecido em cada minuto do seu dia. Faz bem pouco tempo, ela era a única razão da minha felicidade.
Faz bem pouco tempo, porque havia colocado sobre os ombros pequenos da minha menina toda a minha vida, eu não era uma boa mãe.

Agora, há dias em que só nos vemos à noite. Eu já viajei sem ela, e foi muito bom. Ela dorme longe de mim às vezes, e gosta. Ela se troca sozinha. Já não sei mais tudo sobre ela. Hoje, ela é a melhor parte da minha vida, e eu da dela. Mas eu sei que ela não é um pedaço meu.
E por isso, agora nós duas podemos ser inteiras.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Festa!

Minha menina cresceu.
Fez cinco anos este mês, e sábado foi a festinha dela.

No dia do aniversário fiz uma "festa do pijama", ela e a gêmeas de roupa de dormir. Comemos pipoca, carolinas e bolo. Elas adoraram!

E neste fim de semana, festa com a família e amigos queridos.
Aqui faz muito calor e o dia estava particularmente quente. O evento foi em uma chácara da família, e enquanto eu e minha tia querida arrumávamos a decoração da fada Sininho e suas amigas, minha filha e as primas aproveitaram o dia para nadar.
Na hora da festa, estava tudo lindo - e simples. Nada de bexigas - pedido da aniversariante. Tudo sem exagero, mas na medida para receber a família e amigos mais chegados.
Minha menina linda estava feliz e ela e as crianças brincaram bastante, usaram muito a imaginação, correram, inventaram... Eu fiz questão de não alugar nenhum daqueles brinquedos em que as crianças passam longos minutos esperando na fila para depois brincarem de maneira solitária. Queria crianças de todas as idades brincando juntas, interagindo. E deu certo! Minha pequena que está crescendo teve um dia muito feliz e uma festa como tinha imaginado, comeu suas delícias favoritas (o bolo no meu colo), brincou e compartilhou sua felicidade.

Esta festa vai ficar para sempre na minha memória, porque para realizá-la muita gente me ajudou. Eu estou trabalhando muito, o dinheiro está apertado. Então contei com uma rede de pessoas queridas - minha irmã, minha mãe minhas tias e tios, primos, amigos que ficaram o dia e a noite enrolando docinhos... Enfim, cada um deu a mim e a minha filha um presente que não tem preço.
Eu pude fazer pouco, comparado com o tanto que me ajudaram. Mas bordei o vestido que minha menina usou, e meu amor estava junto dela o tempo todo. O vestido cheio de brilho ajudou a iluminá-la ainda mais no seu dia especial!

E no dia da festa, o Pai de todos nós também nos presenteou com um dia lindo e sem chuva, afastando as nuvens e temporais que têm desabado diariamente por aqui.
Que assim seja também a vida de todos nós, e que embora as tempestades caiam, que o sol brilhe sempre nos momentos importantes, iluminando para sempre nosso trajeto e nossa memória.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

De crianças e andorinhas

Eu sou uma árvore.
Cresci espalhando meus galhos em muitas direções, cada vez mais alto. Mas entre viagens e mudanças de endereço, lancei minhas raízes cada vez mais fundo na cidade do meu coração.

Eu e minha menina ficamos dez dias por lá. Ela absolutamente feliz por não ser mais ilha, por estar rodeada de tantas crianças, bichos, avós, tios, tias... Alegria sem tamanho!

Foi aniversário de 15 anos da minha sobrinha linda. Ela foi minha primeira filha, a criança que me ensinou o amor acima de todas as coisas. Eu me perguntei algumas vezes se seria capaz de amar outra criança tanto quanto ela. E aprendi que o amor se multiplica.

Lá estava sol e calor. Minha filha nadou muito, até aprendeu com o Tio João a "nadar" sem bóia. Uma graça a coragem dela, tão destemida, tentando de novo mesmo quando afundava. Em uma noite quente e perfumada, sentada no meu colo, ela viu vagalumes pela primeira vez.
Tivemos ainda a sorte de participar da celebração dos 30 anos de casamento de meus tios, que aconteceu no lugar mais mágico que conheço. Minha menina neste dia dormiu lá, "sem mãe e sem pai", e se divertiu muito! Ficamos as duas orgulhosas, porque ela não chorou, ao contrário!

E no sábado pude fazer com ela e com as gêmeas o passeio que fazíamos quando morávamos por lá. Ela pediu porque não se lembra mais... Dois anos só!
Fomos à praça, comemos pipoca e paçoca de pilão (íncomparável), ao Mercado Municipal, à Estação Ferroviária... E eu e minha mãe vimos o velho pelos olhos dos novos. E tudo ficou ainda mais lindo!

Na chegada e no dia anterior à volta, ficamos na casa do Vovô. Outra realidade, cidade grande, apartamento pequeno. E ela mais uma vez apreciou a experiência e fez muita bagunça com o meu pai!

Agora, estamos de novo na Ilha. E para mim ficou a imagem das andorinhas que entravam e saíam do teto da casa, tão parecidas com as crianças que estavam ali, em sua algazarra, liberdade e beleza.


Para saber mais:

http://www.agostinhodapacoca.com/

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Home is where your heart is

Minha menina e eu estivemos viajando juntas, para a cidade do meu coração.

Esta semana atualizarei o blog!

Solar
Milton Nascimento

Venho do sol
a vida inteira no sol
sou filho da terra do sol
hoje escuro
o meu futuro é luz e calor
De um novo mundo eu sou
e o mundo novo será mais claro
mas é no velho que eu procuro
o jeito mais sábio de usar
a força que o sol me dá
Canto o que eu quero viver
é o sol
somos crianças ao sol
a aprender a viver e sonhar
e o sonho é belo
pois tudo ainda faremos
nada está no lugar
tudo está por pensar
tudo está por criar
Saí de casa para ver outro mundo, conheci
fiz mil amigos na cidade de lá
amigo é o melhor lugar
mas me lembrei do nosso inverno azul
Eu quero é viver o sol
é triste ter pouco sol
é triste não ter o azul todo dia
a nos alegrar
nossa energia solar
irá nos iluminaro caminho.


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails