"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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domingo, 4 de dezembro de 2011

TEMPO DE DELICADEZAS

Estamos sendo cuidadas.

O conforto chega em telefonemas para o hospital, de madrugada. Em ajuda para a apresentação de ginástica. Em assumir problemas deixados por outro, e ocupar espaços importantes no coração de uma criança. Cuidado chega em chocolates, bonecas, e no gesto de cobrir quem adormeceu de cansaço. O cuidado se faz presente na distância e também se descortina lado a lado, no abraço. No olhar. Carinho que me encanta.

E porque  um tanto do fardo me é tirado, aumenta o espaço para que eu também cuide. Há mais espaço em mim para o melhor e mais belo. Também posso guardar melhor minha menina, pois estou mais tranquila e serena.  

O cuidado diz "eu amo você" sem palavras. Com carinho, com atenção, com discrição. Porque que ama cuida, inclusive, contra a inveja alheia.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

CONFORTO

Eu, chorando no quarto, não tive tempo de enxugar as lágrimas quando ela entrou. 


Um pouco mais tarde, ela sentiu fortes dores na barriga, e eu, como sempre, a abracei para para "pegar" a doença para mim:

- Não, mamãe, hoje você não precisa pegar. Hoje você já tem o seu dodói. Vamos deitar juntas, que uma faz carinho na outra. Vai passar, vai passar...

terça-feira, 6 de julho de 2010

UNPLUGGED


Arrumando as malas para viajar para as montanhas de Minas com minha filha e minha mãe, separei livro, notebook, internet portátil. Mas na hora de fechar as malas, deixei tudo isso de lado. Eu precisava de um tempo assim, de olhar para dentro de mim e para fora, para a vida real. Dias inteiros de olhos nos olhos e não nas letras, sem refúgios escapistas. E lá fomos nós, logo após a derrota do Brasil para a Holanda.
Foram 3 dias maravilhosos em Gonçalves/MG. Dias de ser mãe e de ser filha. Em uma cidadezinha  de morros e cercada de montanhas, bem como gosto. Mais importante, estivemos rodeadas de novos amigos. Fomos a um casamento único, daqueles de dar lágrimas nos olhos. Ainda mais especial porque a celebrante foi a minha mãe, escolhida pelos noivos, encantadora em suas palavras. E tudo estava lindo, pensado e feito com carinho. Eu há tempos queria conhecer o Kitanda Brasil, um restaurante que tem a alma da sua dona e os sabores da terra cultivada com amor. Eu, como sempre, logo comecei a fotografar tudo, desde os preparativos e... Minha máquina fotográfica pifou. Mistério das Minas Gerais...Muita energia, talvez... Ainda tentei usar o celular, mas não é que a bateria acabou após algumas fotos? Foi mesmo uma viagem para ficar eternizada lá onde ficam as coisas boas, na lembrança, e não escondida na memória do computador.
Minha menina foi um encanto. Ela cada vez me surpreende mais com sua sabedoria. Pensei tolamente que seria uma ótima oportunidade para conversar com ela sobre diferenças, já que havia muita coisa inusitada, pessoas diferentes. Porém, é ela quem sempre me ensina que somos todos iguais. Ela sequer estranhou o cardápio. Ao contrário, enquanto algumas crianças escapavam da festa para comer PF na praça, ela me pediu pra voltar para almoçar o menu degustação no dia seguinte. E lá fomos nós, cometer a quase heresia de comer com pressa o que é feito para ser apreciado devagar... Contudo, inesquecível. O Kitanda já está entre meus lugares preferidos de todo o mundo.

Voltei pra casa para enfrentar uma segunda-feira difícil, fortalecida pela minha pequena gourmet, que não se cansa de me mostrar que a vida é para ser saboreada. Com calma.



Reparou que tudo esse coador individual? Coisas do Kitanda...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ISSO NUNCA ME ACONTECEU ANTES

Isso nunca me aconteceu antes!
São essas experiências únicas, que fazem meu coração bater mais forte, as que costumam me acompanhar por mais tempo. Aquilo que parece diferente de tudo o mais, o que chega com a força do inevitável e a surpresa contraditória do predestinado. Costumo apegar-me a esses sentimentos como coisas extraordinárias, raras. Descarto-me do banal e agarro-me às minhas pequenas epifanias.

Mas... será mesmo assim? Observo minha filha encantar-se com cada instante. Toda experiência, mesmo repetida, é nova para ela. O trajeto para a escola, as brincadeiras, seus filmes preferidos. Outra vez e outra vez, o cotidiano a encanta. Não precisa buscar novidades, é o seu olhar que traz o mundo sempre renovado, a cada dia.

Então, me dou conta. Cada instante é único. Posso me descartar desse apego ao passado que me parece tão encantador, porém, está já distante. Posso encantar-me com o que já conheço, com o que está à minha frente. Há que se saber olhar. Isso nunca me aconteceu antes...

Minha menina me ensina outra lição. E quase sem perceber, dobro a esquina.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

PERDENDO O FÔLEGO

Meu tempo é agora. É sempre a partir de hoje que a vida acontece. 

Não vivo de lembranças nem de expectativas futuras. Nunca fui dessas de dizer "eu era feliz e não sabia". Vivi com consciência cada momento de felicidade. Sei o que quero, o que me faz brilhar os olhos e perder o fôlego. Quando meus desejos se realizam, continuo querendo. E vivo sempre tudo intensamente, na plenitude, até que se esgote a fonte da alegria. 

Há pessoas que estão sempre a procurar. Eu, quando encontro o que me faz feliz, aquieto-me. É isso o que busco, esse aconchego. A serenidade de poder dizer: tenho o que quero. Quero o que tenho. 


quarta-feira, 14 de abril de 2010

LIÇÃO DE CASA

A professora me falou que há dias em que minha menina não quer fazer nada na escola, fica distraída, não acompanha a turma. Não é sempre, mas me preocupa. Hoje, em uma conversa, pedi para que ela me prometesse que não ia mais acontecer:

- Mãe, não vou prometer isso. Não sei se vou cumprir. E você me ensinou que a gente só promete aquilo que sabe que vai fazer.

Não sei não... Mas acho que as lições mais importantes, ela está aprendendo direitinho.


(update: ela acaba de escrever a primeira frase sem ajuda, agora, às 20h40 do dia 16/04/2010: "Ana eu te amo de paixão". Adivinhem se chorei?...)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CARNAVAL

Eu gostava muito de carnaval quando criança, especialmente porque saíamos de São Paulo para a casa dos meus avós. Gostava das fantasias e especialmente do ritual de fantasiar-se, de como minha mãe cuidava de mim e de minha irmã, nos maquiava. Mas no salão do clube eu ficava sempre um tanto tímida, eu gostava de dançar, de brincar, porém não de me exibir.

Minha menina é tão diferente de mim! Este ano ela aproveitou o carnaval como nunca! Minha família reuniu-se em uma chácara na zona rural da cidade, que ela adora. Mas ela pediu para ficar e ir brincar o carnaval. E como ela se divertiu! Fez amigos, dançou, jogou confetes. E me surpreendeu logo no primeiro dia, quando viu a banda tocando e pediu pra subir no palco. Eu, meio descrente, disse:

- Se tiver como, pode ir.

E não é que ela descobriu como subir, e foi? Dançou lá em cima sozinha, depois com várias adolescentes, mas só ela de criança. E nos outros 2 dias de carnaval, fez a mesma coisa, subiu ao palco para pular sozinha com os músicos. Na terça-feira, finalmente, várias outras crianças se animaram e subiram também, e ela ficou toda contente.

Achei tão bonita essa auto-confiança dela. Espero que seja sempre assim, que ela acredite que pode fazer, e mais ainda, que pode se mostrar como é na frente de outras pessoas, porque será aprovada. E olha que, pra ser sincera, ela não leva o menor jeito pro samba...

Esse carnaval dediquei quase exclusivamente a ela, tivemos muitos momentos juntas, muitas conversas só de nós duas. Paradoxalmente é triste não ter com quem dividir esses momentos. É uma delícia observar o quanto ela cresceu, como aprendeu tanto e me ensina mais ainda. Fantasiada, maquiada ou de máscara, ela é sempre a mesma, preserva sua essência e age com verdade e espontaneidade. Esse carnaval me mostrou, através da alegria de minha menina, que as máscaras que devemos temer são as que se ocultam e não, as que se mostram.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DE PEQUENO PRÍNCIPE A GRANDE HOMEM

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Nunca gostei dessa frase. Ela diz exatamente o contrário do que penso sobre o amor. Amor é liberdade, para si e para a pessoa amada. Cativo é escravo, e não quero aqueles que amo, ou que me amam, presos a mim. Tampouco quero assumir a responsabilidade pela vida alheia, pior ainda, pela eternidade afora... Quanto egoísmo há em amar alguém e entregar a ele a própria vida.

Essa visão de que amar é "pertencer a alguém" é bastante popular, eu sei. Há filmes, livros, poemas, músicas. Eleita "a música da década de 80", a linda melodia de "Every breath you take" do The Police, me causa falta de ar só de imaginar alguém me vigiando a cada vez que eu respiro. A cada vez que eu me movo...O próprio Sting, mais esperto e melhor casado, alguns anos depois cantou: "If you love somebody, set them free" (se você ama alguém, deixe-o livre). Djavan cantou: "vem me fazer feliz porque eu te amo". Para piorar, ainda completa "esqueço que amar é quase uma dor. Só sei viver se for por você." Como assim? Como dizem em inglês, get a life.

Amor - seja por quem for, Deus, pai, mãe, filhos, amigos, amantes, parceiros - é alegria, é doação desinteressada, é compartilhar e principalmente, agregar. Acrescentar descobertas e experiências à vida do outro e à minha. Amor é movimento, seguir em frente, desfrutar o caminho. Cuidar sem vigiar. E não, cativeiro.

Eu amo minha filha, sei que ela me ama. Mas não sou eu a responsável pela felicidade dela, embora seja uma das responsáveis por seu bem-estar, enquanto ela ainda é criança. E a melhor maneira de demonstrar meu amor por ela é ensiná-la a ser livre e a amar a si mesma. Só aquele que encontra a felicidade por si é capaz de dividi-la.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

TREINO


Ela veio e disse:
- Mãe, eu já nadei bastante com bóia para treinar. Se eu tirar eu consigo nadar sozinha.

Eu, meio com medo, vigiando de perto, deixei. E não é que ela foi? Nadou sozinha, engoliu água, mas não desistiu. Desde aquela tarde, ela não colocou mais as bóias (e eu não consegui mais fechar os olhos para tomar sol...)

Eu também sou uma bóia na vida dela. Sei que chegará o dia em que ela irá mergulhar sozinha e nadar em seus próprios mares.

E então, eu serei o seu porto.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

UM POEMA PARA MIM

Até chorei...
Nos comentários do meu texto anterior, ganhei um poema todo meu, feito pela linda (por dentro e por fora) Débora do 3 x 30 - Solteira, Casada, Divorciada.
Uma poesia bonita e verdadeira, convidando a viver de maneira plena e a dar espaço ao inesperado e às pequenas coisas (que são as mais importantes).
Mereceu um post!
Obrigada, Débora, por tanta gentileza! Continue assim. O-Negai Shimasu!

Menina

Poesia é o que tá lá fora
Longe do mundo das letras
O que não se diz em palavras
Um beijo roubado
Um olhar apaixonado
A gargalhada da sua menina de cachos
(Ou ela a conversar com o vento)
Um bom prato de comida
Um tombo no mar
O rir da vida

Se ainda assim
Queres um versinho
Te mando essa coisa estranha
Mas repleta de carinho

(Débora)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

DE EVA A GEISY

A culpa é sempre das mulheres. Como cantou Rita Hayworth em 1946 no filme Gilda, "put the blame on mame".
Mas estamos em 2009, e a moça do vestido curto foi expulsa da universidade. Em nome da "ética", "dignidade" e ""moralidade". Geisy, com seu vestido rosa, ao mesmo tempo Eva e a maçã dos tempos modernos, expulsa para proteger os outros alunos da sua sexualidade provocadora.

Segundo anúncio publicado em jornais, a direção da universidade alega que "a atitude provocativa da aluna buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar." O mesmo argumento que estupradores, assassinos em nome da honra, apedrejadores e outros criminosos e tiranos usam há séculos para justificar atrocidades contra mulheres: "Ela provocou".
Ao alegar que o problema foi a atitude da moça, mais que sua roupa, os responsáveis pela universidade parecem se esquecer que os outros alunos, adultos, sãos, poderiam aceitar ou recusar o "oferecimento" da moça, não precisando de proteção contra a sexualidade alheia. Protegida deveria ter sido a moça contra os insultos e agressões que sofreu. De homens e mulheres, também incomodadas - ameaçadas?

Quando escolhemos uma roupa para vestir, passamos uma mensagem. Devemos, portanto, ter o cuidado de transmitir aquilo que desejamos, seja ao usar minissaia ou burca. No caso da Geyse, a atitude e as roupas estavam em sintonia. Uma moça que se acha bonita, segura do seu poder de atração, que se veste dessa forma. Eu acho que ela está certa. Quem se sente ameaçado por ela deve procurar em si as causas desse desconforto. Talvez não tenha a mesma segurança que ela em relação ao seu próprio corpo. Ou, como se viu, não saiba controlar seus impulsos.

Espero que esse não seja o fim desse caso e que os agressores e a universidade sejam punidos por tanto sexismo e preconceito. Mais ainda, espero que ao crescer minha menina não seja prisoneira do seu corpo e refém da vontade alheia.

(Quando eu tinha uns 16, 17 anos, tive um vestido bem parecido com o da Geysi. Vermelho. Fazia o maior sucesso!)

UPDATE: O Reitor da UNIBAN informou que revogou a decisão do conselho que expulsou Geisy e dará "melhor encaminhamento à decisão."

Excelente texto:


Are you decent? trecho do filme Gilda

terça-feira, 3 de novembro de 2009

COMIDA PREFERIDA: MINHOCA FRITA

Dia desses, saindo com a minha menina de cachos da escola, encontramos meu pai. Bem próximo a onde ela estuda, há um Restaurante Vegetariano com tendências boêmias. As cervejas de diversas procedências atraem um público não tão interessado em vida saudável e meu pai chegava para uma happy hour. Claro que ela correu para junto do avô e nós duas nos integramos à turma.
Sendo um restaurante que não faz pratos com produtos de origem animal, os petiscos fogem do tradicional. O dono sugeriu, pra começar, um tal "torresmo vegetariano", feito com gergelim e não-sei-mais-o-quê. Quando o aperitivo chegou à mesa, parecia, na verdade, minhocas fritas. E foi isso que dissemos, de brincadeira, à minha menina. E não é que ela não só acreditou, como comeu e adorou? Gostou tanto que foi à cozinha pedir ao "tio" mais uma porção.

Além de engraçado, achei legal esse lado gourmet destemido dela. Eu sempre a ensinei a experimentar, mas não pensei que ela fosse capaz de ir tão longe! E chegando em casa, minha filha foi logo anunciando:

- Agora minha comida preferida não é mais camarão. É minhoca frita!

Que ela continue assim, sem medo de tentar novas experiências. Pois hoje foi ela quem me lembrou que podemos ser surpreendidos com algo muito bom justamente de onde menos se espera.

E da próxima vez que a vida me oferecer algo estranho, vou arriscar experimentar....

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

PELO DIREITO DE SER DIFERENTE

Hoje eu estou indignada. Muito.

Eu ensino minha menina que devemos fazer aos outros aquilo que queremos que nos façam. Eu mesma tento a cada dia respeitar as escolhas e o espaço alheios. Sonho com um mundo mais tolerante.
E ontem uma notícia me tirou o fôlego. Uma aluna da UNIBAN foi ofendida e segundo consta, ameaçada de estupro, porque foi à faculdade vestida de minissaia e se portou de forma "provocativa". Os vídeos foram retirados da internet, mas logo outros são postados. Mostram a moça saindo escoltada pela polícia enquanto outros alunos observam, riem, tiram fotos no corredor lotado. Ninguem parece manifestar qualquer solidariedade. Aliás, nos diversos veiculos de mídia que divulgaram a notícia, chovem comentários preconceituosos, muitos dizendo que "ela provocou e mereceu".

Existem países em que as mulheres devem andar cobertas. Em outros, meninas são mutililadas para não sentirem prazer sexual. Até mesmo nos países escandinavos, que atingiram os mais altos índices de participação feminina no mercado de trabalho e na política, aumentam os casos de violência doméstica. E no mundo ocidental, a mulher se vê cada vez mais presa na armadilha da eterna juventude e beleza a todo custo. É uma coisificação da imagem feminina que me preocupa pela sua escalada crescente. E assisto com tristeza a cumplicidade feminina em aceitar esse papel tão pequeno e árido. Meninas que se vestem como mulheres, mulheres que se vestem como meninas. No entanto, embora eu ache que os caminhos do despertar do desejo são tanto mais interessantes quando mais privados e individualizados, acho que todos tem o direito de se vestirem como quiser. Ainda mais em um ambiente adulto.

Espero que minha filha cresça de forma a se manifestar contra a unanimidade burra em casos como esse. E que saiba que o legal do mundo não é que somos todos iguais. O legal é que somos todos diferentes.

Para saber mais (não deixe de clicar nos links):

http://colunas.epoca.globo.com/bombounaweb/2009/10/29/uniban-se-pronuncia-sobre-video-de-aluna-hostilizada/ (matéria da Época sobre o caso)

http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/06/experimentos-em-psicologia-a-unanimidade-burra-de-solomon-asch.html (A Unanimidade Burra de Solomon, da imperdível série Experimentos em Psicologia do Blog Não Posso Evitar)

http://www.bullying.com.br/ (site sobre bullying)

http://www.riocomgentileza.com.br/ (Esse é para lembrar que Gentileza gera Gentileza)

terça-feira, 30 de junho de 2009

THE BEST IS YET TO COME

A música é antiga, mas eu tenho uma alma velha...
E Frank Sinatra é uma de minhas lembranças mais antigas de infância.

The best is yet to come - eu acredito!

(Aliás, são essas as palavras gravadas no túmulo de Sinatra).


"Out of the tree of life, I just picked me a plum
You came along and everything started to hum
Still its a real good bet, the best is yet to come
The best is yet to come, and baby wont it be fine
You think you've seen the sun, but you aint seen it shine"


sexta-feira, 19 de junho de 2009

MÁSCARAS

Olhando a foto de minha filha e seus colegas de classe, o que me encanta são as diferenças. Cabelos de todas as cores e tipos. Diferentes tons de pele e de formas de corpo. Cada criança diferente da outra, reconhecível em sua individualidade. Por que crescemos e queremos nos tornar iguais? Os esterótipos de beleza são vazios porque lhes falta o encanto do único.

Em casa, são três crianças quase da mesma idade. Todas lindas. Uma, loira de olhos azuis. Rosada e lânguida. Outra (gêmea dessa!), tem os cabelos e olhos pretos, a estrutura sólida. Minha menina tem os cabelos e olhos castanhos e é atlética e cheia de energia. Todas são e se reconhecem lindas. No entanto, já começam a perceber a uniformidade entediante do mundo dos adultos, a pressão pelo ser igual através do consumo. Minha atenção é toda no sentido de evitar que minha filha linda e única cresça buscando padrões impostos por quem não sabe nada daquilo que a faz especial.

Mas não quero proteger minha criança somente da máscara exterior dos padrões de beleza. Quero que ela cresça segura de suas opiniões, de seus valores, e aprenda a se mostrar ao mundo de cara limpa. Saiba se expressar com verdade e ter orgulho de quem é e de seu caminho. E mais ainda, aprenda a reconhecer e descartar as máscaras alheias.

(Esse post foi inspirado pelo texto abaixo, escrito por um homem muito talentoso, verdadeiro e especial naquilo que tem de único:

Nunca gostei e sempre tive medo de palhaço e de Papai Noel. Mais tarde, descobri que sentia o mesmo em relação a Carnaval. No período cruel da afirmação, da ditadura da adolescência, sofri o desconforto dos estereótipos. Hoje, aliviado, vejo que tinha razão: na verdade, não gosto mesmo é de máscaras, menos ainda, de quem se esconde por trás delas! )

sexta-feira, 5 de junho de 2009

HERANÇA

Meus defeitos são maiores e mais numerosos que minhas virtudes. Por isso, desejo que minha menina seja (muito) melhor do que eu.

Mas há algo que eu gostaria que ela herdasse de mim: a capacidade de acreditar, sempre! Sou incuravelmente otimista. Amo a vida em seus pequenos detalhes, e uma borboleta que passa é capaz de desviar minha atenção do mais insolúvel dos problemas. Eu jamais pensei "ah, eu era feliz e não sabia"... Porque cada instante me é precioso e procuro não desperdiçar a oportunidade de dizer a quem me é querido: eu amo você!

Sim, eu sou intensa e sofro infinitamente...por breves instantes. Jamais uma tristeza ocupa todos os meus pensamentos. Vejo oportunidades nos problemas e acredito em milagres. Tenho fé, sempre!

Lembre-se assim de mim, filha! Sorrindo, e acreditando. E não confie em que lhe disser que amar faz sofrer. Ame, ame sempre, e muito. Amigos, família, seu trabalho, um parceiro. Deus. A vida!
Não há limites para quem não se impõe limites!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

De pai para filha

Segue lindo texto que fui autorizada a postar no blog. Palavras de um pai para sua filha.
O autor me é muito, muito querido...

"TEMPO

Logo, logo, você se ocupará de um conceito que, no momento, não lhe despertará atenção: o da relatividade. Uma nova dimensão será acrescentada àquelas que você percebe naturalmente e nem se dá conta: o tempo! Chegará o momento em que vai perceber que é inútil medi-lo, quantificá-lo, qualificá-lo, exceto para aprender a lidar com ele conceitualmente.

TEMPO NUNCA É DEMAIS, POUCO OU BASTANTE. TAMBÉM NÃO É PASSADO, PRESENTE OU FUTURO. TEMPO É! Isso mesmo: É!, sempre É! Assim, o meu tempo não se confunde com o seu que também não se confunde com o de ninguém, mesmo que coexistam. Nesse contexto quero dizer que SER SIGNIFICA ENTENDER O TEMPO. Portanto, não adie seus sonhos, planos e projetos por causa do abstrato e falso conceito de que o tempo possa ser fracionado e NÃO SEJA MENOS DO QUE O TEMPO LHE PERMITE SER.

Sinto imensamente a sua falta. Gostaria de tê-la por uns instantes para aquietar meu coração, confortar o meu espírito e "lembrar" que fui merecedor de um PRESENTE que me desperta para outra dimensão - esta sim! - de difícil compreensão racional, lógica. Olho para você e vejo um MILAGRE, como quem vê uma nuvem ou uma rocha e não se surpreende. Esse é o lado perfeito da fé: crer e prescindir de indagação."

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Gol!

Domingo fomos a um jogo de futebol.

Eu, minha menina, minha sobrinha mais velha e meu afilhado. Fiquei muito feliz em compartilhar este momento especial com pessoas que eu amo tanto. Minha filha mais que querida, minha sobrinha que me ensinou como é bom ser mãe, meu afilhado que eu vejo pouco, mas amo de longe. Filho da amiga que tem sido ao longo da vida a irmã que eu escolhi.

Foi uma manhã de sol e muitos gols. Pena que nem todos nossos... Foi um empate com gosto de derrota para o nosso time, que jogou em casa.

Mas para as crianças foi tudo de bom! Com pipoca, Guarah (não é guaraná!), pastel... hum! E muitos amigos comemorando e torcendo juntos, em paz.

Foi a primeira vez que minha menina foi a um estádio e não entendeu muito bem o jogo, mas observou bastante. Quase comemorou o gol do adversário, assustou-se com a comemoração dos nossos gols e no final estava quase dormindo...

Mas chegando em casa, ao contar para as gêmeas sobre o passeio, falou sobre o que mais a impressionou: o jogador que foi expulso. Segundo ela, porque não soube brincar e derrubou o amigo.

Mais uma lição: quem quer vencer passando rasteira no outro, acaba ficando de fora. Assim no futebol, como na vida...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Presentes, princípios e valores

Estou tendo problemas com o presente que demos à minha menina do Dia da Criança. O brinquedo não funciona como deve. Pior que não é defeito apenas do que compramos, é um erro de projeto, mesmo.

Desde domingo passado este presente tem sido motivo de desencanto para ela. É uma situação bastante delicada, pois envolve também os princípios e atitudes que ensinamos. Não mentir, cumprir o que promete, fazer sempre o melhor possível, não magoar os outros... Tudo isto está sendo questionado pela minha filha em relação ao ocorrido. Quando ela finalmente entendeu que o brinquedo não funciona como no comercial da TV e NUNCA irá funcionar, a tristeza e decepção foram sem tamanho...
Eu não compro brinquedos de camelô. Não compro DVDs piratas. Dou preferências à empresas que tenham políticas sociais e ambientais. O brinquedo em questão tem selo do INMETRO e a empresa é reconhecida pela Fundação Abrinq. Mas quem trabalha com crianças, trabalha com mais que qualidade. Trabalha com sonhos. Os cuidados devem ser muitos maiores!
Como este é um blog anônimo, não acho ético revelar aqui o nome da empresa e do brinquedo. Estou há quase 10 dias em negociações com a empresa para chegar a uma solução. Recebi algumas propostas ridículas. Mas acho que o caso se encaminha para a solução que acho correta: devolução do dinheiro (e do brinquedo). Graças, principalmente, à intervenção da ABRINQ, a quem denunciei o ocorrido. Também fiz denúncia ao CONAR, já que o que é anunciado não corresponde à verdade.
Minha menina chegou a dizer que "não é certo enganar as crianças". Não é mesmo.
Você tem razão mais uma vez, filha.
***
Agora vou contar um caso inverso. Um caso de respeito ao consumidor e preocupação com o público infantil. Neste caso, faço questão de contar o nome da empresa: O BOTICÁRIO
Anos atrás, eu passava no rostinho da minha menina, que ainda tinha cachos, o bloqueador solar infantil da marca. Por descuido meu, acabei deixando um pouco do produto entrar no olhinho dela.
Lavei bastante com água e soro fisiológico, mas como o olho continuava bastante irritado, liguei para o número do SAC para perguntar se havia alguma outra providência recomendada. Liguei sem maiores pretensões.
Recebi O MELHOR ATENDIMENTO DO MUNDO. A pessoa que me atendeu tinha total autonomia. Ela mesmo resolveu o problema rapidamente e acompanhou o caso até o fim.
A empresa fez questão que eu levasse minha filha ao oculista. Pagaram todas as despesas com remédios (colírio). A funcionária que me atendeu ligou durante uma semana para saber como minha criança estava. E ainda se ofereceram para analisar o produto ou trocá-lo.
Depois de 15 dias, recebi uma carta com todas as informações do atendimento. Uma carta pessoal, e não padronizada.
Veja bem, tudo aconteceu por um descuido MEU. E nem foi nada grave. Mas O Boticário demonstrou que o respeito ao consumidor realmente é um valor importante para a marca.
E ganhou ao menos duas consumidoras fiéis pelo resto da vida.
RECOMENDO MUITO:
Para denunciar:

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