"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

ESQUINAS

Quando eu era criança, não existia celular e as pessoas de seis anos podiam andar por aí sem a companhia de adultos e sem hora para voltar. Minha brincadeira preferida chamava-se "quarteirão maluco". Era um sair caminhando a esmo pelas ruas, até ter a sensação de estar perdida. Então, dobrava-se uma esquina e o mundo que eu conhecia estava ali, de volta.

Nesses dias doídos de agora, lembrei-me que a vida, ela também, está cheia de esquinas. Logo ali, eu sei, vou alcançar o gesto e o jeito que me traga a felicidade de volta. Vou deixar de pensar que a vida é o que acontece do outro lado e vou eu mesma, impaciente, pegá-la com as mãos e lambuzar-me de alegria.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

DE PEQUENO PRÍNCIPE A GRANDE HOMEM

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Nunca gostei dessa frase. Ela diz exatamente o contrário do que penso sobre o amor. Amor é liberdade, para si e para a pessoa amada. Cativo é escravo, e não quero aqueles que amo, ou que me amam, presos a mim. Tampouco quero assumir a responsabilidade pela vida alheia, pior ainda, pela eternidade afora... Quanto egoísmo há em amar alguém e entregar a ele a própria vida.

Essa visão de que amar é "pertencer a alguém" é bastante popular, eu sei. Há filmes, livros, poemas, músicas. Eleita "a música da década de 80", a linda melodia de "Every breath you take" do The Police, me causa falta de ar só de imaginar alguém me vigiando a cada vez que eu respiro. A cada vez que eu me movo...O próprio Sting, mais esperto e melhor casado, alguns anos depois cantou: "If you love somebody, set them free" (se você ama alguém, deixe-o livre). Djavan cantou: "vem me fazer feliz porque eu te amo". Para piorar, ainda completa "esqueço que amar é quase uma dor. Só sei viver se for por você." Como assim? Como dizem em inglês, get a life.

Amor - seja por quem for, Deus, pai, mãe, filhos, amigos, amantes, parceiros - é alegria, é doação desinteressada, é compartilhar e principalmente, agregar. Acrescentar descobertas e experiências à vida do outro e à minha. Amor é movimento, seguir em frente, desfrutar o caminho. Cuidar sem vigiar. E não, cativeiro.

Eu amo minha filha, sei que ela me ama. Mas não sou eu a responsável pela felicidade dela, embora seja uma das responsáveis por seu bem-estar, enquanto ela ainda é criança. E a melhor maneira de demonstrar meu amor por ela é ensiná-la a ser livre e a amar a si mesma. Só aquele que encontra a felicidade por si é capaz de dividi-la.

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