"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."

quinta-feira, 24 de junho de 2010

ANIVERSÁRIO DE DOIS ANOS DO BLOG

Hoje esse blog está fazendo dois anos. A primeira constatação que faço é que passaram rápido. A segunda, que coube muita coisa nesse tempo.

Esse blog é cria do Blog Nós Duas, da jornalista Priscila Sérvulo, que não existe mais. Pena! Como, porém,  o blog ainda está no ar, recomendo a leitura para quem não o conhece. 
Eu passava por um período bastante solitário e complicado, que culminou na minha separação. Como escreveu Jorge Luis Borges, parecia-me que “[...] todas as coisas nos acontecem precisamente, precisamente agora. Séculos de séculos e apenas no presente ocorrem os fatos; inumeráveis homens no ar, na terra e mar, e tudo o que realmente sucede, sucede a mim…”  Ler o blog da Priscila me fez lembrar que existem problemas muito maiores que os meus. E também me estimulou a escrever como uma forma de ter uma voz própria, porque andava muito calada e solitária naquele período (bom, acho que tendo a ser sempre calada e solitária quanto às minhas dores. Sou do tipo que gosto de compartilhar somente alegrias).
Comecei falando para mim mesma e para minha filha do futuro e nunca imaginei que teria leitores, menos ainda que faria amigos por aqui. Esse blog é semi-anônimo e são poucas as pessoas que sabem quem eu sou, o nome da minha menina e as histórias por trás das entrelinhas. Ainda assim, me sinto acolhida. Isso é muito bom!
Algumas vezes me espantam os comentários sobre meus textos, especialmente quando me elogiam pela aparente serenidade... Sou descompensada, passional, impulsiva, chorona... Compenso um pouco disso com auto-conhecimento e resiliência, que me levam através dos caminhos tortuosos da minha vida.

Sabem? Eu queria mesmo era uma vida simples, calma e tranqüila. Não foi possível, ainda... Contudo, me consolo tendo histórias para contar! Histórias e memórias que estou registrando aqui, para a minha menina de cachos, torcendo para que sua própria existência seja mais, melhor e maior.






segunda-feira, 21 de junho de 2010

PERDENDO O FÔLEGO

Meu tempo é agora. É sempre a partir de hoje que a vida acontece. 

Não vivo de lembranças nem de expectativas futuras. Nunca fui dessas de dizer "eu era feliz e não sabia". Vivi com consciência cada momento de felicidade. Sei o que quero, o que me faz brilhar os olhos e perder o fôlego. Quando meus desejos se realizam, continuo querendo. E vivo sempre tudo intensamente, na plenitude, até que se esgote a fonte da alegria. 

Há pessoas que estão sempre a procurar. Eu, quando encontro o que me faz feliz, aquieto-me. É isso o que busco, esse aconchego. A serenidade de poder dizer: tenho o que quero. Quero o que tenho. 


sexta-feira, 11 de junho de 2010

ESQUINAS

Quando eu era criança, não existia celular e as pessoas de seis anos podiam andar por aí sem a companhia de adultos e sem hora para voltar. Minha brincadeira preferida chamava-se "quarteirão maluco". Era um sair caminhando a esmo pelas ruas, até ter a sensação de estar perdida. Então, dobrava-se uma esquina e o mundo que eu conhecia estava ali, de volta.

Nesses dias doídos de agora, lembrei-me que a vida, ela também, está cheia de esquinas. Logo ali, eu sei, vou alcançar o gesto e o jeito que me traga a felicidade de volta. Vou deixar de pensar que a vida é o que acontece do outro lado e vou eu mesma, impaciente, pegá-la com as mãos e lambuzar-me de alegria.

domingo, 6 de junho de 2010

MUDANÇAS


(Hoje é um lindo dia de outono azul, e enquanto escrevo, a vejo brincando com um raio de sol. É tanta luz e calor, que desconfio iluminar o mundo inteiro...)

Minha menina agora é a única criança da casa. Pensei que seria uma transição difícil, mas tem sido ótima. É um alento observar que ela não teme mudanças, pois já teve tantas, em tão curto espaço. Sabe aproveitar as vantagens de cada situação.

Minha filha tem um temperamento equilibrado, que lhe permite aproveitar companhia e também, solidão. Fico feliz ao ver que, sozinha, ela não opta pela passividade da TV. Ao contrário, inventa mil brincadeiras e vozes com seus brinquedos ou com objetos da casa. Eu, de mansinho, meio escondida, admiro a construção do seu  mundo.

E tão pequena ainda, sabe ser generosa com seu amor, porque sabe se amar.

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