A princípio, busquei coisas grandiosas. Depois, amadureci e vi que era nas coisas simples que encontrava a felicidade que buscava. Por fim, não tive nem umas, nem outras. Reconheço, claro, que meu caminho foi conseqüência das minhas escolhas e erros, e muito eu faria diferente, se pudesse voltar atrás.
"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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terça-feira, 26 de abril de 2011
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domingo, 14 de novembro de 2010
POEIRA DE ESTRELAS
Quando criança, eu acreditava que os grãos de poeira iluminados pelo sol eram fadas...
Meu primeiro contato com Peter Pan foi através da leitura. Li e reli a adaptação de Monteiro Lobato para a obra de J. M. Barrie, sempre me perguntando por que não havia garotas entre os meninos perdidos...
Criança que era, identificava-me com Wendy, mas era fascinada pela Fada Sininho e sua personalidade cheia de extremos. Sininho fugia ao estereótipo da fada boazinha e, na verdade, era a mais humana das personagens.
Para as crianças de agora, a Sininho chama-se Tinker Bell, como nos EUA. Ela fala, tem suas próprias aventuras, e se parece mais com uma adolescente atrapalhada do que com a fada sedutora, inteligente e ciumenta original. Minha menina adora a Tinker Bell, tem fantasia, bonecas, livros, filmes... Peter Pan tornou-se secundário, e minha filha esqueceu-se que a primeira vez que assistiu ao desenho da Disney, queria mesmo era ser a Tigrinha (Tiger Lily), a corajosa indiazinha que recusa-se a trair Peter.
Para as crianças de agora, a Sininho chama-se Tinker Bell, como nos EUA. Ela fala, tem suas próprias aventuras, e se parece mais com uma adolescente atrapalhada do que com a fada sedutora, inteligente e ciumenta original. Minha menina adora a Tinker Bell, tem fantasia, bonecas, livros, filmes... Peter Pan tornou-se secundário, e minha filha esqueceu-se que a primeira vez que assistiu ao desenho da Disney, queria mesmo era ser a Tigrinha (Tiger Lily), a corajosa indiazinha que recusa-se a trair Peter.
Fadas são frágeis, e uma morre a cada vez que alguém diz que não acredita nelas. Mas quando Sininho bebe veneno no lugar de Peter Pan, há um jeito de salvá-la: bater palmas e dizer que acredita em fadas!
Nesses dias em que tudo está difícil , a dor é tanta e a esperança, pouca, é essa minha vontade. Não sucumbir, bater palmas e acreditar! É possível, ainda. Entre dores e quedas, achar o riso através das lágrimas. Inventar o caminho possível, quando devaneios e mentiras se confundem.
Eu acredito! Eu acredito!
(Batam palmas por mim.)
Tinkerbell: You know that place between sleep and awake, the place where you can still remember dreaming? That's where I'll always love you, Peter Pan. That's where I'll be waiting.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
ENQUANTO O TEMPO PASSA
(Estou em uma fase introspectiva, ao mesmo tempo, de muito trabalho. Amadurecendo algumas coisas, cultivando outras. Esperando o tempo da colheita. Para não abandonar o blog, reedito um texto de 2008, um dos que mais gosto, pelo significado que tem para mim).
... doce nome de filha
Eu já disse em outro post que minha infância tem a luz da casa dos meus avós paternos.
Minha menina de cachos tem o mesmo da minha avó materna. Elas nunca se encontraram... Mas eu conto para minha menina histórias da bisavó.
Minha avó era muito doce. Eu era uma criança muito quieta e ela sempre me entendeu. Gostava de ficar em cima da cama no quarto dela enquanto era arrumado e ver a poeira dançando nos raios de sol. Estou nesta cama na minha foto preferida.
Ela me contava sobre sua infância e juventude, histórias que me encantavam. Filha mais nova de uma família bastante tradicional na cidade, suas roupas eram feitas por uma modista copiando figurinos que vinham de Paris (eu ainda tenho uma revista com estes figurinos). A casa dos meus avós era cheia de pequenos tesouros escondidos em armários e gavetas, xícaras chinesas delicadas como asas de borboletas, vidros de perfumes que cheiravam como um jardim inteiro, broches e enfeites vindos de lugares exóticos...
Minha avó era capaz de pequenos gestos cheios de significado. Cada neta tinha uma xícara especial para tomar café com leite e para cada uma ela fazia um bolo especial (meu irmão veio bem depois). Cozinhava divinamente. Também era muito bem humorada, gostava de contar piadas, adorava festas e estava sempre lendo, romances históricos que eu adorava ir comprar com ela no Mercado. Era muito sincera, para desgosto do meu avô, e histórias a respeito desta sinceridade fazem parte das lendas familiares.
Esta minha avó serena, que todos amavam, não teve uma vida fácil, no entanto. Perdeu dois filhos, um ainda criança, de sarampo. E outro, meu tio mais bonito e inteligente, morreu muito jovem em uma tragédia. Imagino que para ela e para meu avô a vida não tinha tantas cores quanto as que eles nos davam.
Ela tocou a vida de muita gente com sua delicadeza. Espero que minha menina seja, como ela, uma verdadeira dama.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
A DONA DO LABIRINTO
![]() |
Maze - James Jean |
Em uma de nossas conversas que atravessam a madrugada, um querido me sugeriu escrever sobre Ariadne. "Recolha seu novelo, e saia desse labirinto."
É bela a história de Ariadne. Ela amou Teseu à primeira vista, ao vê-lo no palácio do pai, voluntário para enfrentar a morte que parecia certa no labirinto do Minotauro. Bonita, decidida e inteligente, propôs a Teseu uma troca: ela o ensinaria a sair do labirinto, ele a levaria para Atenas para casarem-se. Ele aceitou e recebeu dela uma espada para matar o Minotauro, e um fio para encontrar o caminho de volta do labirinto. Segurando uma das pontas, ela o esperava na saída, quando ele retornou, vitorioso.
Mas Teseu não a amava, e a deixou, adormecida, em uma ilha no caminho de volta para Atenas. Abandonada, só, Ariadne se desespera ao acordar. Tocada por sua tristeza, Afrodite promete a ela um amor imortal. Esse amor materializa-se em Dionísio, que estava na mesma ilha e apaixona-se por Ariadne. Deus do prazer, do vinho, das festas, eles se amam enquanto dura sua vida mortal, numa celebração do amor e da alegria de viver. Após sua morte, o deus transforma a coroa que dera a Ariadne no casamento em uma linda constelação.
Há muitas e belas interpretações sobre esse mito, e meu querido gostaria que eu me lembrasse que é possível refazer nossas escolhas e aceitar os presentes que a vida nos dá. O que é verdade. Mas eu vou além. O que me chama a atenção na história é a presunção inicial de Ariadne, ao acreditar que poderia se fazer correspondida em seu amor por Teseu. Bonita, inteligente, amável, apaixonada, por que estaria ela errada? Porque o amor, como disse o poeta, é dado de graça. Não se troca. Amor é incondicional. Por isso, não condeno Teseu. Talvez ele próprio tenha querido amá-la... E foi ele, afinal, o fio que a conduziu ao amor de Dionísio.
Somos todos, ao final das contas, condutores e conduzidos, perdidos em algum momento em nossos labirintos, esperando pelo amor que nos guie e nos resgate para a celebração da vida.
As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
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e da morte vencedor,
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a cada instante de amor.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
O OUTRO LADO
Trago comigo paisagens internas.
A cidade em que passei boa parte da minha infância é dividida pela linha do trem e pelo rio que a corta. É também cercada de serras. Para chegar ao mar, é preciso atravessá-las.
Assim também minha vida pode ser dividida em linhas imaginárias que cruzei. Algumas vezes voltei, outras não. Lembro-me do dia em que a ponte mais bonita e antiga da cidade partiu-se ao meio e caiu. Eu também tive esse momento em que não foi mais possível voltar atrás porque não havia mais o caminho. Aquela que fui já não estava lá.
Agora, há montanhas dentro de mim. Não sei o que se oculta do outro lado, e ainda não decidi se quero cruzá-las e avistar o horizonte sem fim, ou me conformar com o lado de cá, seguro e sem surpresas. Há um certo cansaço em se reinventar constantemente, mas a conformidade sempre me pareceu uma espécie de derrota.
Porém, não sou montanha, sou oceano. E a vida me navega.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
TROPEÇO
Era uma tarefa de matemática, a ser feita "com a ajuda de um adulto":
"Um passarinho voava livremente pelo céu, quando tropeçou e caiu. Isso é possível?"
Ela disse que não. Que quem voa, ou nada, não tropeça. "Essa foi fácil, pensei". Mas não foi. Ela não quis escrever isso no dever de casa. Queria, porque queria, contar uma história sobre como o passarinho livre tropeçou na nuvem. E caiu. Eu não deixei, e depois de muita conversa, a convenci a optar pela primeira resposta.
Porém, ela tem razão. É assim a vida. Foge às regras, desafia a lógica e às vezes nos faz tropeçar quando voamos livres.
Mas tem nada, não, filha! Você é uma literata, e sem saber, entendeu Machado de Assis:
"É melhor cair das nuvens do que do terceiro andar."
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terça-feira, 9 de março de 2010
MERCÚRIO
Meu avô era dentista e às vezes nos deixava brincar com bolinhas de mercúrio, colocadas dentro de um vidro. Claro que não fazíamos a menor idéia do quanto aquele lindo metal líquido era perigoso e confesso que às vezes desobedecia a regra de não tocar. Como um daqueles joguinhos de achar a saída do labirinto, o mercúrio insistia em sempre fugir para onde eu não queria. Dividia-se e se juntava de novo, aleatoriamente. Ou ao menos, assim me parecia.
Agora eu cresci e não brinco mais com mercúrio. Mas meus sentimentos andam a brincar comigo como essas bolinhas brilhantes, lindas e fluidas. Fogem de mim, reaparecem, sem que eu possa tocá-los, retê-los ou comandar-lhes a direção. Belos, perigosos e por vezes intoxicantes. Como a órbita excêntrica do planeta com o mesmo nome, oscilam entre extremos. Contudo, da mesma forma que o metal é usado na fabricação de espelhos, conhecer esses lugares escuros me permite enxergar-me melhor. E a partir desse conhecimento, vou passar a refletir a luz, e não, a escuridão.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
DE EVA A GEISY
A culpa é sempre das mulheres. Como cantou Rita Hayworth em 1946 no filme Gilda, "put the blame on mame".
Mas estamos em 2009, e a moça do vestido curto foi expulsa da universidade. Em nome da "ética", "dignidade" e ""moralidade". Geisy, com seu vestido rosa, ao mesmo tempo Eva e a maçã dos tempos modernos, expulsa para proteger os outros alunos da sua sexualidade provocadora.
Mas estamos em 2009, e a moça do vestido curto foi expulsa da universidade. Em nome da "ética", "dignidade" e ""moralidade". Geisy, com seu vestido rosa, ao mesmo tempo Eva e a maçã dos tempos modernos, expulsa para proteger os outros alunos da sua sexualidade provocadora.
Segundo anúncio publicado em jornais, a direção da universidade alega que "a atitude provocativa da aluna buscou chamar a atenção para si por conta de gestos e modos de se expressar, o que resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar." O mesmo argumento que estupradores, assassinos em nome da honra, apedrejadores e outros criminosos e tiranos usam há séculos para justificar atrocidades contra mulheres: "Ela provocou".
Ao alegar que o problema foi a atitude da moça, mais que sua roupa, os responsáveis pela universidade parecem se esquecer que os outros alunos, adultos, sãos, poderiam aceitar ou recusar o "oferecimento" da moça, não precisando de proteção contra a sexualidade alheia. Protegida deveria ter sido a moça contra os insultos e agressões que sofreu. De homens e mulheres, também incomodadas - ameaçadas?
Quando escolhemos uma roupa para vestir, passamos uma mensagem. Devemos, portanto, ter o cuidado de transmitir aquilo que desejamos, seja ao usar minissaia ou burca. No caso da Geyse, a atitude e as roupas estavam em sintonia. Uma moça que se acha bonita, segura do seu poder de atração, que se veste dessa forma. Eu acho que ela está certa. Quem se sente ameaçado por ela deve procurar em si as causas desse desconforto. Talvez não tenha a mesma segurança que ela em relação ao seu próprio corpo. Ou, como se viu, não saiba controlar seus impulsos.
Espero que esse não seja o fim desse caso e que os agressores e a universidade sejam punidos por tanto sexismo e preconceito. Mais ainda, espero que ao crescer minha menina não seja prisoneira do seu corpo e refém da vontade alheia.
(Quando eu tinha uns 16, 17 anos, tive um vestido bem parecido com o da Geysi. Vermelho. Fazia o maior sucesso!)
(Quando eu tinha uns 16, 17 anos, tive um vestido bem parecido com o da Geysi. Vermelho. Fazia o maior sucesso!)
UPDATE: O Reitor da UNIBAN informou que revogou a decisão do conselho que expulsou Geisy e dará "melhor encaminhamento à decisão."
Excelente texto:
Para saber mais:
No mundo:
http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/southamerica/brazil/6526367/Brazil-student-expelled-after-wearing-miniskirt.html
http://www.guardian.co.uk/world/2009/nov/08/geisy-arruda-expelled-brazil-mini-skirt
http://www.nytimes.com/aponline/2009/11/08/world/AP-LT-Brazil-Short-Dress.html?_r=2&scp=1&sq=geisy%20arruda&st=cse
No Brasil:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u649404.shtml
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1371575-5605,00-ALUNA+LEVANTOU+A+SAIA+DIZ+ADVOGADO+DA+UNIBAN+SOBRE+JOVEM+HOSTILIZADA.html
Are you decent? trecho do filme Gilda
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quinta-feira, 29 de outubro de 2009
PELO DIREITO DE SER DIFERENTE
Hoje eu estou indignada. Muito.
Eu ensino minha menina que devemos fazer aos outros aquilo que queremos que nos façam. Eu mesma tento a cada dia respeitar as escolhas e o espaço alheios. Sonho com um mundo mais tolerante.
E ontem uma notícia me tirou o fôlego. Uma aluna da UNIBAN foi ofendida e segundo consta, ameaçada de estupro, porque foi à faculdade vestida de minissaia e se portou de forma "provocativa". Os vídeos foram retirados da internet, mas logo outros são postados. Mostram a moça saindo escoltada pela polícia enquanto outros alunos observam, riem, tiram fotos no corredor lotado. Ninguem parece manifestar qualquer solidariedade. Aliás, nos diversos veiculos de mídia que divulgaram a notícia, chovem comentários preconceituosos, muitos dizendo que "ela provocou e mereceu".
Existem países em que as mulheres devem andar cobertas. Em outros, meninas são mutililadas para não sentirem prazer sexual. Até mesmo nos países escandinavos, que atingiram os mais altos índices de participação feminina no mercado de trabalho e na política, aumentam os casos de violência doméstica. E no mundo ocidental, a mulher se vê cada vez mais presa na armadilha da eterna juventude e beleza a todo custo. É uma coisificação da imagem feminina que me preocupa pela sua escalada crescente. E assisto com tristeza a cumplicidade feminina em aceitar esse papel tão pequeno e árido. Meninas que se vestem como mulheres, mulheres que se vestem como meninas. No entanto, embora eu ache que os caminhos do despertar do desejo são tanto mais interessantes quando mais privados e individualizados, acho que todos tem o direito de se vestirem como quiser. Ainda mais em um ambiente adulto.
Espero que minha filha cresça de forma a se manifestar contra a unanimidade burra em casos como esse. E que saiba que o legal do mundo não é que somos todos iguais. O legal é que somos todos diferentes.
Para saber mais (não deixe de clicar nos links):
http://colunas.epoca.globo.com/bombounaweb/2009/10/29/uniban-se-pronuncia-sobre-video-de-aluna-hostilizada/ (matéria da Época sobre o caso)
http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/06/experimentos-em-psicologia-a-unanimidade-burra-de-solomon-asch.html (A Unanimidade Burra de Solomon, da imperdível série Experimentos em Psicologia do Blog Não Posso Evitar)
http://www.bullying.com.br/ (site sobre bullying)
http://www.riocomgentileza.com.br/ (Esse é para lembrar que Gentileza gera Gentileza)
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Presentes, princípios e valores
Estou tendo problemas com o presente que demos à minha menina do Dia da Criança. O brinquedo não funciona como deve. Pior que não é defeito apenas do que compramos, é um erro de projeto, mesmo.
Desde domingo passado este presente tem sido motivo de desencanto para ela. É uma situação bastante delicada, pois envolve também os princípios e atitudes que ensinamos. Não mentir, cumprir o que promete, fazer sempre o melhor possível, não magoar os outros... Tudo isto está sendo questionado pela minha filha em relação ao ocorrido. Quando ela finalmente entendeu que o brinquedo não funciona como no comercial da TV e NUNCA irá funcionar, a tristeza e decepção foram sem tamanho...
Eu não compro brinquedos de camelô. Não compro DVDs piratas. Dou preferências à empresas que tenham políticas sociais e ambientais. O brinquedo em questão tem selo do INMETRO e a empresa é reconhecida pela Fundação Abrinq. Mas quem trabalha com crianças, trabalha com mais que qualidade. Trabalha com sonhos. Os cuidados devem ser muitos maiores!
Como este é um blog anônimo, não acho ético revelar aqui o nome da empresa e do brinquedo. Estou há quase 10 dias em negociações com a empresa para chegar a uma solução. Recebi algumas propostas ridículas. Mas acho que o caso se encaminha para a solução que acho correta: devolução do dinheiro (e do brinquedo). Graças, principalmente, à intervenção da ABRINQ, a quem denunciei o ocorrido. Também fiz denúncia ao CONAR, já que o que é anunciado não corresponde à verdade.
Minha menina chegou a dizer que "não é certo enganar as crianças". Não é mesmo.
Você tem razão mais uma vez, filha.
***
Agora vou contar um caso inverso. Um caso de respeito ao consumidor e preocupação com o público infantil. Neste caso, faço questão de contar o nome da empresa: O BOTICÁRIO
Anos atrás, eu passava no rostinho da minha menina, que ainda tinha cachos, o bloqueador solar infantil da marca. Por descuido meu, acabei deixando um pouco do produto entrar no olhinho dela.
Lavei bastante com água e soro fisiológico, mas como o olho continuava bastante irritado, liguei para o número do SAC para perguntar se havia alguma outra providência recomendada. Liguei sem maiores pretensões.
Recebi O MELHOR ATENDIMENTO DO MUNDO. A pessoa que me atendeu tinha total autonomia. Ela mesmo resolveu o problema rapidamente e acompanhou o caso até o fim.
A empresa fez questão que eu levasse minha filha ao oculista. Pagaram todas as despesas com remédios (colírio). A funcionária que me atendeu ligou durante uma semana para saber como minha criança estava. E ainda se ofereceram para analisar o produto ou trocá-lo.
Depois de 15 dias, recebi uma carta com todas as informações do atendimento. Uma carta pessoal, e não padronizada.
Veja bem, tudo aconteceu por um descuido MEU. E nem foi nada grave. Mas O Boticário demonstrou que o respeito ao consumidor realmente é um valor importante para a marca.
E ganhou ao menos duas consumidoras fiéis pelo resto da vida.
RECOMENDO MUITO:
Para denunciar:
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