"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."

terça-feira, 14 de julho de 2009

PLURAL

Pessoas são como paisagens. Existem em todas as formas.

Eu gosto de heterogeneidade. Acho que tudo o que é diferente de nós, acrescenta. Quando vivíamos na Ilha, eu me preocupava porque minha filha convivia com pessoas muito semelhantes a ela em tudo. Minha menina agora conhece pessoas de todas as cores, religões, classes sociais. Conhece, convive e gosta. Este é um dos motivos, aliás, pelos quais prefiro as pequenas cidades às grandes. Paradoxalmente, nas grandes cidades, as pessoas tendem a conviver em guetos, sem se misturarem. E o medo do diferente tem levado ao isolamento dos condomínos fechados, à vida estéril e ilusória de crescer protegido de realidades distintas. No interior, ainda existe a possibilidade do convívio com o outro que não se assemelha a mim. Eu gosto de praças, gosto das regiões centrais, gosto das praias onde todos se encontram e estranhos podem se tornar amigos. Quem teme o diferente, é porque não se acostumou a conviver com ele. O que recebemos de novo, nos acrescenta e nos impulsiona.
Igual é mais do mesmo. E eu quero ir sempre além.

11 comentários:

Bella disse...

Essa é a maneira mais satisfatória de levar a vida Nina: conhecer pessoas diferentes de nós, que completam e acrescentam ao invés de simplesmente concordarem conosco porque são iguais.

Patrícia Angélica disse...

Nina, também gosto muito do diferente, assim estou em eterno aprendizado.
Se eu posso ter a amplidão do universo, porque vou me contentar com a rua, o condomínio? Quero mais, quero ser livre para escolher e aprender com minhas escolhas.
Beijos

RMG disse...

"Igual é mais do mesmo."
Adorei isso!

Nina disse...

Bella e Patrícia,

Conviver com o diferente não só é uma oportunidade de aprender, mas também de lembrar-se sempre de reconhecer a humanidade do outro.

beijos!

Nina disse...

RMG,

Que bom que gostou!
Acho que a curiosidade é a chave para uma vida mais plena. É a curiosidade que nos ensina a buscar as perguntas, ao invés das respostas, como disse alguém mais sábio do que eu.

BEIJO

Marcelo disse...

Nina,

Belo texto.

Moro no interior, em uma cidade média. As pessoas ainda dão bom dia no elevador. A neurose do trânsito e da violência é certamente menor. Acho que existe a interação que, paradoxalmente, parece ter se perdido nas cidades grandes.

Seu comentário sobre os condomínios me lembrou um post que fiz falando sobre um bairro inteiro murado (com empresas, etc) que estava sendo feito em SP, sucesso de vendas.

Tá aqui, se quiser ver: http://blog.oquederevier.com/2009/03/21/bairros-privativos-em-sp-de-volta-a-era-medieval/

Nina disse...

Marcelo,

Sim, é realmente isto. Cidades, pessoas, são como florestas- precisam de biodiversidade!

Vou lá ver seu texto!

Nina disse...

Nisso a gente tbm pensa parecido, Nina!!!
É mt importante aos nossos filhos terem esse contato com o que é "diferente" deles. Amplia os horizontes... aumenta a tolerância, o respeito.

Um beijo

Michele Rosa disse...

Olá, estou de volta à ativa e com saudades de suas palavras, querida...

Bjossssssss

guarda-roupa de mulher disse...

olá querida!! qdo tiver um tempinho dá uma passadinha no meu blog!

big bjs

Priscila Sérvulo disse...

Nina,
eu também gosto do diferente, mas nas grandes cidades! O melhor da diferença é realmente o aprendizado... Beijo a vc e à lindinha.

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