"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Eternidade

Ela foi o bebê mais bonzinho que já existiu. Dormia a noite inteira. Não chorava nunca. Jamais teve cólicas. Até para tomar vacinas era tranquila!
As pessoas me diziam que nenê dá muito trabalho, e que ia ser bem mais fácil quando ela crescesse.
Olha, no meu caso, não é assim! Agora que ela tem quatro anos, é absolutamente travessa. Faz manha de vez em quando. Chora por bobagens. Está testando seus limites, desobedecendo a mim, ao pai, à professora...
Mas é só agora, quando ela começa a busca de seu espaço, que eu me dou conta que ela não é parte de mim. Essa percepção me choca. Porque aquele nenê bonzinho era meu. Mas esta menininha, que é a minha cara, é um ser com vontade própria e às vezes tão diferente de mim!
Ela é exibida. Eu sou tímida.
Ela é agitada. Eu sou tranquila.
Ela gosta mais da aula de "Eduçação" Física. Eu sempre gostei de ler.
E com todas as diferenças, sempre há o momento em que nos olhamos no olhos e nos reconhecemos uma na outra. Porque também temos tanto em comum. Na personalidade, nos gostos, nos meus gestos que ela espelha. Nós nos completamos.
Ela é minha continuação. Esta é a verdadeira eternidade.

4 comentários:

Danny disse...

Oi Nina, ó eu aki "traveis", super legal o que vc escreveu, a sua filhota deve ser uma graça. A minha filha não é parecida comigo não, é a cara do papai (que inveja, rs!).
Beijinho!

Mariana disse...

Ola...
Nina, tudo bem?
Vi seu comentario no blog da DAnny e achei interessante o nome do seu blog, vim conhece-lo...espero q ao se importe.
ë estranho a gente ir se tocando q nosso filho não é nosso, nao é????
Dá medo... mas eles precisam emso crescer e se descobrir, para serem seguros, auto confiantes e tranquilos...
bjo
Mariana

Guete disse...

Eu também acredito nisso !!! A verdadeira eternidade é continuar através de nossos filhos !!
beijos,

Nina disse...

Beijos, Guete!

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