"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."

segunda-feira, 13 de maio de 2013

ABISMOS


A gente pensa que o amor não tem fim, mas ele acaba. 
Meus amores se transmudaram em ternura ou indiferença, mas foram todos finitos. 
Indago-me se eu me transbordo tanto que esgoto o amor. Tenho sempre essa curiosidade, esses anseios. Eu me preencho do outro a tal ponto que muitas vezes senti alívio na hora de me despedir, de sair para trabalhar, de voltar para casa. Gosto sempre de ter meus espaços, meu tempo sozinha, sufoca-me um amor que não me deixe nunca. Toda a minha vida é feita de desvios, de exílios voluntários.
Ou seja talvez uma espera pelo que está por vir. Mas se o caminho é muito reto, eu saio da estrada...
Quero sempre um pouco de abandono.

Imagem daqui

3 comentários:

Mariana Maita disse...

Seus textos sempre me lembram algo de mim ou que sou ou que um dia fui ou senti!

Luiza disse...

Que bom que você voltou a escrever mais vezes, adoro seu blog!

Bjs

Anônimo disse...

Inesquecível.
Você, seus textos.

Beijos

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails