O que é efêmero, permanece. Assim creio.
"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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domingo, 5 de fevereiro de 2012
"A ÚNICA RIQUEZA É VER"
Foi aniversário dela.
De presente, dei a ela uma viagem. Aliás, essa é uma combinação nossa que já dura alguns anos.
O que é efêmero, permanece. Assim creio.
O que é efêmero, permanece. Assim creio.
Serão dela, para sempre, o mar sem fim, o sol, as ondas,os golfinhos, a chuva, a emoção da tirolesa. Vai perdurar a noite em que mostrei a ela o Cruzeiro do Sul e as Três Marias, só nós duas, o céu e o oceano. Ela vai continuar sendo Michael Jackson, andando de bonde e na corda bamba. Estaremos juntas, e com os amigos. Sendo felizes.
Assim foi, assim é. Tudo maior do que os olhos vêem, do tamanho que a vista e o amor alcançam.
Um tempo que ela já definiu melhor do que eu:
"Mãe, por que tem dia que são muitos?"
(Mais de nós aqui: Blog da Vovó...mas não só )
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
SEGUE O TEU DESTINO
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Fernando Pessoa
(Odes de Ricardo Reis)
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
NAVEGAR É PRECISO
Eu tenho um livro de poesia da Cecília Meireles em que logo na primeira página está escrito: "Gostaria que pertencesse à minha filha, um dia". Embaixo, a data - do ano em que eu nasci. Acho muito bonito essa esperança da minha mãe, de que eu herdasse o livro e o gosto pela poesia. O que aconteceu.
Eu também quero deixar para a minha menina livros e o prazer da leitura. Começo pela minha edição da obra completa de Fernando Pessoa. Seus versos me acompanham há muito tempo. E há um do qual me lembrei hoje:
"viver não é preciso"
Se falta à vida a precisão da navegação, sobra, contudo, espaço para mudanças, improvisos, surpresas. Não tenho a carta náutica que dê a direção a seguir. Mas tenho a esperança a me dar um norte. E também outros versos do poeta para navegar:
"Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu".
Eu também quero deixar para a minha menina livros e o prazer da leitura. Começo pela minha edição da obra completa de Fernando Pessoa. Seus versos me acompanham há muito tempo. E há um do qual me lembrei hoje:
"viver não é preciso"
Se falta à vida a precisão da navegação, sobra, contudo, espaço para mudanças, improvisos, surpresas. Não tenho a carta náutica que dê a direção a seguir. Mas tenho a esperança a me dar um norte. E também outros versos do poeta para navegar:
"Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu".
(Existe uma discussão a respeito do sentido da frase do poema de Fernando Pessoa. Preciso de precisão ou de necessidade? A frase original em latim foi dita pelo General romano Pompeu para incitar seus marinheiros à guerra e fala que viver não é necessário. Pessoa diz que viver não é necessário, o que é necessário é criar. Mas eu acho que a obra foi além desse significado primeiro (e acho também que viver e dar um significado à vida é sim, uma necessidade). Seja como for, a ambiguidade torna o poema ainda mais bonito. Aceito críticas e comentários!)
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Enchentes em Santa Catarina
A situação climática aqui no Estado de Santa Catarina melhorou, mas infelizmente muitas vidas foram perdidas e afetadas pela tragédia.
Quem puder ajudar, seguem informações sobre como proceder:
Doações em dinheiro podem ser feitas através de depósito em nome do
Quem puder ajudar, seguem informações sobre como proceder:
Doações em dinheiro podem ser feitas através de depósito em nome do
Fundo Estadual da Defesa Civil
CNPJ 04.426.883/0001-57
O órgão atentou para a ação de golpistas na internet e ressaltou que não recebe doações pela rede, assim como não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio. A seguir, as contas abertas para receber os depósitos.
Caixa Econômica Federal
Agência 1877
Operação 006
Conta Corrente 80.000-8
Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7
Besc
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0
Bradesco S/A
Agência 0348-4
Conta Corrente 160.000-1
Doaçãos de alimentos, roupas e outros:
A campanha Santa Catarina Solidária vai arrecadar alimentos, roupas, calçados, roupas de cama e itens de higiene pessoal para as vítimas da tragédia.
A entrega dos donativos poderá ser feita em qualquer agência dos Correios, desde que em caixas de no máximo 30 quilos, endereçadas à Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.
Caixa Econômica Federal
Agência 1877
Operação 006
Conta Corrente 80.000-8
Banco do Brasil
Agência 3582-3
Conta Corrente 80.000-7
Besc
Agência 068-0
Conta Corrente 80.000-0
Bradesco S/A
Agência 0348-4
Conta Corrente 160.000-1
Doaçãos de alimentos, roupas e outros:
A campanha Santa Catarina Solidária vai arrecadar alimentos, roupas, calçados, roupas de cama e itens de higiene pessoal para as vítimas da tragédia.
A entrega dos donativos poderá ser feita em qualquer agência dos Correios, desde que em caixas de no máximo 30 quilos, endereçadas à Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.
Existem também em todo o Brasil muitos pontos de coleta em lojas, associações, entidades etc.
SAIBA O QUE DOAR PARA AJUDAR:
Cerca de 1,5 milhão de pessoas foram atingidas pela chuva em Santa Catarina, e boa parte delas precisa de doações de comida pronta para o consumo, água potável, roupas e material de higiene pessoal.
A Defesa Civil orienta as pessoas para que observem algumas condições antes de fazer doações:
- Alimentos: Podem ser doados alimentos e bebidas fáceis de serem consumidos, como água potável, bolachas doces e salgadas, barrinha de cereal, pão ensacado, leite e suco de caixinha, achocolatados, enlatados, leite em pó e frutas em pequenas quantidades.Quem deseja doar alimentos como arroz, feijão e massas deve levar aos postos de coleta já prontos, separados por marmitas para fácil consumo. Não devem ser doados alimentos que necessitem de refrigeração ou cozimento, como carnes e frios, congelados, iogurtes, arroz, feijão e massas embaladas.
- Roupas: As pessoas prejudicadas precisam também de roupas, agasalhos, roupa de cama, cobertores, lençóis, toalhas, mamadeiras para as crianças, colchões e calçados de todos os tamanhos. Os calçados tem que estar amarrados um ao outro e com a numeração do par escrita no solado. Os artigos precisam estar em bom estado de conservação, limpos e embalados. Prontos para uso imediato.
- Higiene: também pode ser doado material de higiene pessoal, como fraldas descartáveis, escova de dentes, xampu, absorventes, papel higiênico e sabonetes, e de limpeza, como água sanitária, desinfetantes, sabão em barra, luvas e botas de borracha, vassouras e escovas.
Colchões e roupas de cama devem estar em bom estado de conservação, limpos e prontos para utilização.
Dúvidas:
As empresas ou pessoas de outros estados que tiverem interesse em fazer doações para as vítimas das enchentes de Santa Catarina podem entrar em contato com o Departamento Estadual de Defesa Civil do Estado, pelo número (48) 4009-9885. As principais necessidades são de alimentos, água e produtos de higiene pessoal.
Os catarinenses devem ligar para 199 ou para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional mais próxima do seu município.
Para ajudar os animais afetados pelas enchentes e deslizamentos de terra:
http://everywomansamadonna.blogspot.com/2008/11/apelo-animais-em-santa-catarina.html
"E o escuro ruído da chuva
É constante em meu pensamento.
Meu ser é a invisível curva
Traçada pelo som do vento... "
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Horizontes
Existe um verso de Fernando Pessoa que é muito citado em sentido figurado.
Este verso faz parte de um poema com o qual me identifico, porém em seu sentido literal...
Nasci em São Paulo, mas meu coração vai morar para sempre na cidade do interior onde passei boa parte da minha vida. Que não é tão pequena assim, mas tem uma zona rural onde os mais velhos usam chapéu de palha, onde se cozinha à lenha. A paçoca é feita no pilão e logo ali, atrás da Serra, fica Minas Gerais.
Como serão os horizontes da minha menina? Criada no litoral, à beira de um mar que não tem cheiro. Longe de avós, tios, tias, primos...Brincando no playground e não no quintal. Com pai que trás na bagagem a lembrança dos pampas sem fim.
Acho que minha filha vai ser o que eu nunca consegui: cidadã do mundo!
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"
DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Nas cidades a vida é mais pequena
Este verso faz parte de um poema com o qual me identifico, porém em seu sentido literal...
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nasci em São Paulo, mas meu coração vai morar para sempre na cidade do interior onde passei boa parte da minha vida. Que não é tão pequena assim, mas tem uma zona rural onde os mais velhos usam chapéu de palha, onde se cozinha à lenha. A paçoca é feita no pilão e logo ali, atrás da Serra, fica Minas Gerais.
Eu preciso ver montanhas ao longe para ser feliz. Por mim passa o Caminho do Ouro, e o mar é antes de tudo um cheiro, que sobe pela mata úmida da Serra do Mar e deságua em Paraty.
Como serão os horizontes da minha menina? Criada no litoral, à beira de um mar que não tem cheiro. Longe de avós, tios, tias, primos...Brincando no playground e não no quintal. Com pai que trás na bagagem a lembrança dos pampas sem fim.
Acho que minha filha vai ser o que eu nunca consegui: cidadã do mundo!
Quanto a mim...
Eu tenho a alma caipira. Gosto das cidades pequenas e dos grandes quintais.
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"
DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
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segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Quando te vi, amei-te já muito antes
Eu queria muito ser mãe.
Mas parecia que não era para ser.
Porém, um dia eu sonhei com uma criança, linda, com cabelos claros cacheados. Vestida com um macacão jeans com detalhes coloridos.
No sonho, uma voz me disse:
- Este é o seu nenê.
Dias depois, descobri que estava grávida.
E quando minha menina tinha dois anos, era a imagem da criança do meu sonho.
"Quando te vi amei-te já muito antes
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro. "
(Fernando Pessoa)
Mas parecia que não era para ser.
Porém, um dia eu sonhei com uma criança, linda, com cabelos claros cacheados. Vestida com um macacão jeans com detalhes coloridos.
No sonho, uma voz me disse:
- Este é o seu nenê.
Dias depois, descobri que estava grávida.
E quando minha menina tinha dois anos, era a imagem da criança do meu sonho.
"Quando te vi amei-te já muito antes
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci pra ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro. "
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Amor é sempre amor!
De Fernando Pessoa, para minha filha:
"Quando te vi amei-te já muito antes
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci para ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana."
"Quando te vi amei-te já muito antes
Tornei a achar-te quando te encontrei.
Nasci para ti antes de haver o mundo.
Não há cousa feliz ou hora alegre
Que eu tenha tido pela vida fora,
Que o não fosse porque te previa,
Porque dormias nela tu futuro.
E eu soube-o só depois, quando te vi,
E tive para mim melhor sentido,
E o meu passado foi como uma 'strada Iluminada pela frente, quando
O carro com lanternas vira a curva
Do caminho e já a noite é toda humana."
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