"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

"A ÚNICA RIQUEZA É VER"

Foi aniversário dela. De presente, dei a ela uma viagem. Aliás, essa é uma combinação nossa que já dura alguns anos.
O que é efêmero, permanece. Assim creio.
Serão dela, para sempre, o mar sem fim, o sol, as ondas,os golfinhos, a chuva, a emoção da tirolesa. Vai perdurar a noite em que mostrei a ela o Cruzeiro do Sul e as Três Marias, só nós duas, o céu e o oceano. Ela vai continuar sendo Michael Jackson, andando de bonde e na corda bamba. Estaremos juntas, e com  os amigos. Sendo felizes.
Assim foi, assim é. Tudo maior do que os olhos vêem, do tamanho que a vista e o amor alcançam.
Um tempo que ela já definiu melhor do que eu:
"Mãe, por que tem dia que são muitos?"

(Mais de nós aqui: Blog da Vovó...mas não só )




quinta-feira, 24 de junho de 2010

ANIVERSÁRIO DE DOIS ANOS DO BLOG

Hoje esse blog está fazendo dois anos. A primeira constatação que faço é que passaram rápido. A segunda, que coube muita coisa nesse tempo.

Esse blog é cria do Blog Nós Duas, da jornalista Priscila Sérvulo, que não existe mais. Pena! Como, porém,  o blog ainda está no ar, recomendo a leitura para quem não o conhece. 
Eu passava por um período bastante solitário e complicado, que culminou na minha separação. Como escreveu Jorge Luis Borges, parecia-me que “[...] todas as coisas nos acontecem precisamente, precisamente agora. Séculos de séculos e apenas no presente ocorrem os fatos; inumeráveis homens no ar, na terra e mar, e tudo o que realmente sucede, sucede a mim…”  Ler o blog da Priscila me fez lembrar que existem problemas muito maiores que os meus. E também me estimulou a escrever como uma forma de ter uma voz própria, porque andava muito calada e solitária naquele período (bom, acho que tendo a ser sempre calada e solitária quanto às minhas dores. Sou do tipo que gosto de compartilhar somente alegrias).
Comecei falando para mim mesma e para minha filha do futuro e nunca imaginei que teria leitores, menos ainda que faria amigos por aqui. Esse blog é semi-anônimo e são poucas as pessoas que sabem quem eu sou, o nome da minha menina e as histórias por trás das entrelinhas. Ainda assim, me sinto acolhida. Isso é muito bom!
Algumas vezes me espantam os comentários sobre meus textos, especialmente quando me elogiam pela aparente serenidade... Sou descompensada, passional, impulsiva, chorona... Compenso um pouco disso com auto-conhecimento e resiliência, que me levam através dos caminhos tortuosos da minha vida.

Sabem? Eu queria mesmo era uma vida simples, calma e tranqüila. Não foi possível, ainda... Contudo, me consolo tendo histórias para contar! Histórias e memórias que estou registrando aqui, para a minha menina de cachos, torcendo para que sua própria existência seja mais, melhor e maior.






sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O SENTIDO DAS COISAS

O tempo passou... E ela fez seis anos. Quando se tem um filho, valem todos os clichês, todas as frases feitas. Porque histórias de amor são sempre semelhantes e universais, só a tristeza é particular.
Estou nesse momento assim. Coletiva e única. Tenho refletido muito, buscado respostas. Sou eu quem está pequena, hoje. E quando seguro minha menina em meus braços, é ela quem me sustenta.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DANDO LAÇOS, DESATANDO NÓS


Nesse final de semana minha avó fez 90 anos. 
Ao longo do nosso tempo juntas, as memórias mais carinhosas são da sua linda voz cantando, das suas histórias antes de dormir e dos famosos bolinhos, que de tão bons são conhecidos como os "bolinhos da Tia Anastácia". E que ninguém, ninguém mesmo, é capaz de fazer igual.
Minha avó foi lindíssima na juventude e continua bonita. Surpreende a todos pela energia, pela fé e principalmente pela capacidade de comer de tudo... Mas sua memória a trai muitas vezes. Os irmãos que ela não encontrava há anos vieram para a comemoração e havia a expectativa se ela os reconheceria ou não... E ela ficou, sim, muito feliz com a presença deles, que ficaram o tempo todo ao lado dela. Parte da família se reencontrou, parte se conheceu naquele momento... E as duas mais novas bisnetas, de 4 meses, se viram pela primeira vez.
Minha avó já não é capaz de morar sozinha, precisa de ajuda para algumas tarefas cotidianas. Todavia, mantém intactas suas preferências, faz suas escolhas e até briga por elas algumas vezes!
Observando a festa, as pessoas e especialmente minha avó, refleti sobre uma questão que tem me rondado: independência x autonomia.

Para mim, a independência tem um caráter objetivo, refere-se à questões de ordem prática, que nos permitam sobreviver sem ajuda. Ter um bom salário, um lugar para morar, poder se locomover sozinha... Tudo isso e ainda mais pode nos fazer independentes. Buscar a independência é uma das condições para alcançar a liberdade.
Mas sobreviver só, não basta... O importante é VIVER. Por isso, para mim a autonomia é mais importante que a independência. Autônomo é quem cria suas próprias regras - e que tem a liberdade de recriá-las, se for o caso. Autonomia está ligada à questões subjetivas como liberdade de escolha, definição de objetivos e metas, enfim, de assumir o leme da própria vida. Em diversos momentos, pode ser que sejamos dependentes de ajuda externa, assim como as crianças, os idosos, os deficientes. Ou mesmo quando um revés nos atinge. Mas quem é autônomo tem a capacidade de escolher seus caminhos, de se reinventar. Pode escolher até mesmo não agir.
Lutar pela independência pode implicar em confronto, ao passo que a autonomia é sempre uma atitude positiva. Autonomia é liberdade. Mesmo em uma prisão, ainda se pode fazer escolhas, evoluir. Importante dizer que quem é autônomo pode não ter independência em alguns aspectos, mas não é nunca dependente, ao não se deixar prender por expectativas alheias, por convenções, por medos.
A busca excessiva pela independência pode acabar em solidão, na medida em que se acredita prescindir de outros. Enquanto ser autônomo é ser livre para escolher as companhias, sem ter medo das relações que se estabelece. É ter confiança em si e no próximo.
Quem quer ser independente a ponto de apartar-se também das relações pessoais, na verdade está abrindo mão da sua autonomia. Está deixando de decidir, de experimentar, de ousar. Está dando nós, e não criando laços. Torna-se, apenas, um sobrevivente.
Enfim, quem é independente tem controle dos aspectos práticos da própria vida, enquanto quem é autônomo tem poder sobre si mesmo. 
É isso que quero para minha filha: que ela busque - e encontre - sua independência, mas principalmente, que tenha autonomia. 
Que faça laços e não ate nós.

"Happines (is) only real when shared"

Esse texto foi uma das causas dessa minha reflexão:
Aline tem todo o tempo do mundo

Recomendo muito esse filme, baseado em uma história real:
Na Natureza Selvagem (Into the Wild)

Texto do blog "O que der e vier" que também fala sobre conceitos semelhantes e distintos (esse blog é otimo):
Sobre modéstia e humildade



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TRÊS


Outro dia, conversando com um amigo, estava fazendo listas de coisas que gosto - sempre em três: 3 palavras favoritas, 3 cheiros, 3 lugares... Ele me perguntou: por que tudo de três? Ainda não havia reparado, mas acho que três é meu número da sorte. Especialmente, o dia 3.

Minha filha nasceu num dia 3.
Foi num dia 3 que conheci uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Curiosa, revirei antigas agendas e achei outros acontecimentos felizes nesse dia.
E hoje, dia 3, recebi uma notícia muito boa, que decidi que vai ser o começo de um novo ciclo, muito mais feliz em minha vida.

Então é isso: depois da boa notícia de hoje, o três está oficialmente nomeado o meu número da sorte!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!

(Ah, hoje, dia 03 de dezembro, é também o aniversário de uma menina linda, que conheço pouco, mas que mora no meu coração. E aniversário também de uma nova amiga, que sabe rir da vida. O que comprova que o dia 3 é mesmo especial).

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO


Hoje é meu aniversário. Tenho em meus braços meu melhor presente. Aquela que me faz desejar o futuro.


(de presente para vocês, uma foto de nós duas)

terça-feira, 23 de junho de 2009

PRIMEIRO ANIVERSÁRIO



Este blog está fazendo um ano.
As mudanças correram mais que o tempo.

Muita coisa se perdeu pelo caminho, mas aquilo que conquistamos não nos será jamais tirado: nossa liberdade mútua.
Aos trancos e barrancos, com muito choro (dela e meu), superando medos e acreditando sempre, estamos agora mais unidas, mas também, independentes. Especialmente eu dela. Meu amor é agora mais maduro e, quero crer, a conduz melhor pelos caminhos da vida.

Nunca fiz promessas de Ano Novo. Aquilo que decido, realizo agora (ou tento). Mas aproveito a ocasião para quebrar o paradigma... Desta vez, tenho alguns desejos para o ano que virá. Quero mais estabilidade, pra mim e pra minha menina. De temperamento, principalmente, porque sou muito passional! Pretendo conquistar mais serenidade. Recriar a cada dia a alegria da vida, tendo porém, o conforto de saber que o amanhã não trará muitos sobressaltos. Quero a felicidade calma e a "sorte de um amor tranquilo". Não estou, porém, me furtando às aventuras e surpresas! Afinal, foram o inesperado e novo que me trouxeram o melhor deste ano que passou.

Eu e minha menina passamos por muita coisa, e de tudo ficou a lição: "lar é onde seu coração está".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Festa!

Minha menina cresceu.
Fez cinco anos este mês, e sábado foi a festinha dela.

No dia do aniversário fiz uma "festa do pijama", ela e a gêmeas de roupa de dormir. Comemos pipoca, carolinas e bolo. Elas adoraram!

E neste fim de semana, festa com a família e amigos queridos.
Aqui faz muito calor e o dia estava particularmente quente. O evento foi em uma chácara da família, e enquanto eu e minha tia querida arrumávamos a decoração da fada Sininho e suas amigas, minha filha e as primas aproveitaram o dia para nadar.
Na hora da festa, estava tudo lindo - e simples. Nada de bexigas - pedido da aniversariante. Tudo sem exagero, mas na medida para receber a família e amigos mais chegados.
Minha menina linda estava feliz e ela e as crianças brincaram bastante, usaram muito a imaginação, correram, inventaram... Eu fiz questão de não alugar nenhum daqueles brinquedos em que as crianças passam longos minutos esperando na fila para depois brincarem de maneira solitária. Queria crianças de todas as idades brincando juntas, interagindo. E deu certo! Minha pequena que está crescendo teve um dia muito feliz e uma festa como tinha imaginado, comeu suas delícias favoritas (o bolo no meu colo), brincou e compartilhou sua felicidade.

Esta festa vai ficar para sempre na minha memória, porque para realizá-la muita gente me ajudou. Eu estou trabalhando muito, o dinheiro está apertado. Então contei com uma rede de pessoas queridas - minha irmã, minha mãe minhas tias e tios, primos, amigos que ficaram o dia e a noite enrolando docinhos... Enfim, cada um deu a mim e a minha filha um presente que não tem preço.
Eu pude fazer pouco, comparado com o tanto que me ajudaram. Mas bordei o vestido que minha menina usou, e meu amor estava junto dela o tempo todo. O vestido cheio de brilho ajudou a iluminá-la ainda mais no seu dia especial!

E no dia da festa, o Pai de todos nós também nos presenteou com um dia lindo e sem chuva, afastando as nuvens e temporais que têm desabado diariamente por aqui.
Que assim seja também a vida de todos nós, e que embora as tempestades caiam, que o sol brilhe sempre nos momentos importantes, iluminando para sempre nosso trajeto e nossa memória.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

De crianças e andorinhas

Eu sou uma árvore.
Cresci espalhando meus galhos em muitas direções, cada vez mais alto. Mas entre viagens e mudanças de endereço, lancei minhas raízes cada vez mais fundo na cidade do meu coração.

Eu e minha menina ficamos dez dias por lá. Ela absolutamente feliz por não ser mais ilha, por estar rodeada de tantas crianças, bichos, avós, tios, tias... Alegria sem tamanho!

Foi aniversário de 15 anos da minha sobrinha linda. Ela foi minha primeira filha, a criança que me ensinou o amor acima de todas as coisas. Eu me perguntei algumas vezes se seria capaz de amar outra criança tanto quanto ela. E aprendi que o amor se multiplica.

Lá estava sol e calor. Minha filha nadou muito, até aprendeu com o Tio João a "nadar" sem bóia. Uma graça a coragem dela, tão destemida, tentando de novo mesmo quando afundava. Em uma noite quente e perfumada, sentada no meu colo, ela viu vagalumes pela primeira vez.
Tivemos ainda a sorte de participar da celebração dos 30 anos de casamento de meus tios, que aconteceu no lugar mais mágico que conheço. Minha menina neste dia dormiu lá, "sem mãe e sem pai", e se divertiu muito! Ficamos as duas orgulhosas, porque ela não chorou, ao contrário!

E no sábado pude fazer com ela e com as gêmeas o passeio que fazíamos quando morávamos por lá. Ela pediu porque não se lembra mais... Dois anos só!
Fomos à praça, comemos pipoca e paçoca de pilão (íncomparável), ao Mercado Municipal, à Estação Ferroviária... E eu e minha mãe vimos o velho pelos olhos dos novos. E tudo ficou ainda mais lindo!

Na chegada e no dia anterior à volta, ficamos na casa do Vovô. Outra realidade, cidade grande, apartamento pequeno. E ela mais uma vez apreciou a experiência e fez muita bagunça com o meu pai!

Agora, estamos de novo na Ilha. E para mim ficou a imagem das andorinhas que entravam e saíam do teto da casa, tão parecidas com as crianças que estavam ali, em sua algazarra, liberdade e beleza.


Para saber mais:

http://www.agostinhodapacoca.com/

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ela não estava lá...

Vi uma foto do aniversário do meu irmão.
Muitas crianças em volta dele.
Faltou minha menina de cachos...

(e eu também, queria tanto!)

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