"É a vida, mais que a morte, a que não tem limites."
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PALIMPSESTO

Eu amo o cheiro das noites de verão. Cheiro da terra que libera o calor guardado durante o dia: de maneira preguiçosa enquanto a noite cai, ou violentamente sob a chuva. O verão é a minha estação, é a que constrói  minhas memórias afetivas. Basta o perfume da dama-da-noite para eu voltar à infância, onde cheiros, luzes e sons se misturam e sempre é o eterno pôr do sol de férias na praia ao mesmo tempo em que espio a tempestade da janela mais alta junto com minha mãe.




Minha menina vai fazer sete anos e espero que essas sejam as férias sobre as quais suas memórias serão construídas. Tivemos férias incríveis, nós duas junto a amigos queridos e generosos. Férias de ir à praia todos os dias, aprendendo com o mar que é sempre o mesmo e nunca igual. Férias de sol e águas transparentes, de caldos e capotes, de nadar sem roupa na chuva. Férias de pular no colchão, de dormir de cansaço, de Morango, de velhos sabores. Férias de aprender a fazer castelos de areia e descobrir que eles não duram, mas há sempre material para uma nova construção. Férias de passar a noite toda acordada conversando com quem já não está. Férias de café da manhã na cama, comida maravilhosa feita pelos amigos e do cachorro-quente mais caro do mundo! Férias de conhecer e reencontrar o Rio de Janeiro e criar novo significado para praia do Leblon.







E voltar para casa... Voltar e tentar fazer um ano verdadeiramente novo. Mudar a rota. Hoje, deitada na piscina com minha filha, o verão à nossa volta, olhando ora as nuvens, ora as estrelas, achei um novo norte.

"Mãe, as estrelas, mesmo quando se escondem, estão sempre ali para brilhar."



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Festa!

Minha menina cresceu.
Fez cinco anos este mês, e sábado foi a festinha dela.

No dia do aniversário fiz uma "festa do pijama", ela e a gêmeas de roupa de dormir. Comemos pipoca, carolinas e bolo. Elas adoraram!

E neste fim de semana, festa com a família e amigos queridos.
Aqui faz muito calor e o dia estava particularmente quente. O evento foi em uma chácara da família, e enquanto eu e minha tia querida arrumávamos a decoração da fada Sininho e suas amigas, minha filha e as primas aproveitaram o dia para nadar.
Na hora da festa, estava tudo lindo - e simples. Nada de bexigas - pedido da aniversariante. Tudo sem exagero, mas na medida para receber a família e amigos mais chegados.
Minha menina linda estava feliz e ela e as crianças brincaram bastante, usaram muito a imaginação, correram, inventaram... Eu fiz questão de não alugar nenhum daqueles brinquedos em que as crianças passam longos minutos esperando na fila para depois brincarem de maneira solitária. Queria crianças de todas as idades brincando juntas, interagindo. E deu certo! Minha pequena que está crescendo teve um dia muito feliz e uma festa como tinha imaginado, comeu suas delícias favoritas (o bolo no meu colo), brincou e compartilhou sua felicidade.

Esta festa vai ficar para sempre na minha memória, porque para realizá-la muita gente me ajudou. Eu estou trabalhando muito, o dinheiro está apertado. Então contei com uma rede de pessoas queridas - minha irmã, minha mãe minhas tias e tios, primos, amigos que ficaram o dia e a noite enrolando docinhos... Enfim, cada um deu a mim e a minha filha um presente que não tem preço.
Eu pude fazer pouco, comparado com o tanto que me ajudaram. Mas bordei o vestido que minha menina usou, e meu amor estava junto dela o tempo todo. O vestido cheio de brilho ajudou a iluminá-la ainda mais no seu dia especial!

E no dia da festa, o Pai de todos nós também nos presenteou com um dia lindo e sem chuva, afastando as nuvens e temporais que têm desabado diariamente por aqui.
Que assim seja também a vida de todos nós, e que embora as tempestades caiam, que o sol brilhe sempre nos momentos importantes, iluminando para sempre nosso trajeto e nossa memória.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Grávida!

Quando penso em minha gravidez, lembro-me de ser absolutamente feliz.

E no entanto, foi uma época bem difícil. Fui a todos as consultas e ultrasons sozinha. Somente uma vez minha mãe, que estava me visitando, me acompanhou. O pai da minha menina já tem outros filhos e não queria mais. Hoje ela é muito, muito amada. Mas aquele foi um tempo de poucas conversas e muitos silêncios. Contudo eu nunca me senti triste ou só, e apareço radiante de alegria em todas as fotos.

Pouco mais de um mês antes de ela nascer, viajei para a cidade do meu coração. Só nós duas. Lembro-me do calor, de dormir e de ser feliz. Exibia orgulhosa minha barriga pela cidade. Um amigo da família, fotógrafo, me encontrou um dia com meu pai no final da gravidez e gostou tanto, que me presentou com fotos que agora mostram a mim e a todos como eu estava bonita. Felicidade embeleza...

O pai da minha filha não veio para o nascimento, e ela chegou só para mim. Fui eu quem a registrei. Ficamos 28 dias por aqui. Voltamos agora, nós duas novamente.
Não está sendo fácil, mas lembrando nossa história, talvez já estivesse escrito que era para ser assim.

Eu e ela, ela e eu. Aqui, nesta cidade. Superando as dificuldades para fazer valer o nosso lema:

"Viver é muito bom!"

domingo, 12 de outubro de 2008

Valsa para uma menininha

Feliz Dia da Criança, filha querida!

(Hoje é dia da Santa protetora que foi encontrada na cidade do meu coração...)

sábado, 30 de agosto de 2008

Memórias

Dois blogs que eu gosto muito falaram sobre cheiros em posts recentes. Eu não tenho dúvidas sobre meus cheiros preferidos:

CHEIRO DE FILHA. É o melhor do mundo. Quando ela nasceu e trouxeram ela para mim, eu soube que a reconheceria pelo cheiro se não pudesse mais enxergar. Às vezes, no meio da noite, vou ao quarto da minha menina no escuro apenas para sentir o seu cheirinho de filha. De minha filha. Ela dorme, eu velo e o mundo fica em paz.

CHEIRO DE VERÃO. Vem após a chuva do fim de tarde. Cheiro de terra úmida, de chão quente e de flores plenamente desabrochadas. Cheiro de longos dias plenos de felicidade.

CHEIRO DE MAR. Tem também cheiro de férias e de infância. Surge de repente no alto da serra de Ubatuba e preenche todos os sentidos! É melhor ainda quando há neblina e não dá para enxergar o mar, apenas senti-lo próximo. Na Ilha em que moro, o mar não tem cheiro, e me parece um pouco menor...

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